WEG deve reorganizar produção global para driblar tarifas dos EUA
Segundo o diretor financeiro, a presença industrial em 18 países permitirá mitigar os impactos das tarifas americanas sem alterar o plano de expansão
As tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros podem levar a fabricante de equipamentos WEG a colocar novamente em prática um plano para reorganizar sua produção global e redirecionar exportações, buscando reduzir os impactos das medidas sobre suas operações.
A estratégia da empresa catarinense prevê utilizar a presença industrial da companhia em outros países para abastecer o mercado norte-americano, minimizando a exposição das fábricas brasileiras.
Em entrevista à CNN, o diretor financeiro da WEG, André Rodrigues, afirmou que a empresa iniciou o plano de ação assim que tomou conhecimento da decisão do governo americano. Segundo ele, a reorganização pode envolver mudanças nas linhas de produção e na origem dos produtos destinados aos Estados Unidos.
Recomendado para você
Arte Pará 2026 entra na última semana de inscrições para artistas visuais
Artistas visuais interessados em participar da 42ª edição do Arte ...
2026-07-22 16:11:02Homem é preso suspeito de se passar por juiz para aplicar golpes em Curitiba
Homem é preso suspeito de se passar por juiz para aplicar golp...
2026-07-22 16:09:48Rodovia dos Imigrantes completa 50 anos e se prepara para nova expansão
Marco da engenharia brasileira, a Rodovia dos Imigrantes compl...
2026-07-22 16:08:19“Essa volatilidade traz dificuldades para todas as empresas que operam no mercado norte-americano, mas nossa estratégia de ter um ‘footprint global’ de produção, e diante dos concorrentes, somos os mais bem-posicionados com produção em várias geografias no globo ajuda a navegar nestes momentos”, diz Rodrigues
A companhia possui atualmente 68 fábricas distribuídas em 18 países de quatro continentes, estrutura que permite remanejar parte da produção para unidades instaladas em mercados que não estão sujeitos às tarifas impostas ao Brasil. Um dos exemplos citados é o México, que pode ampliar o fornecimento de equipamentos para os Estados Unidos.
Os Estados Unidos são um dos mercados mais estratégicos para a WEG. Em 2025, mais de 20% da produção global da companhia foi destinada ao país, o que amplia a relevância das tarifas para suas operações e reforça a necessidade de reorganizar os fluxos de exportação.
A estratégia não é inédita. Em momentos anteriores de aumento das tensões comerciais, a empresa já havia utilizado sua rede global de produção para ajustar fluxos logísticos e reduzir impactos tarifários.
Apesar do novo cenário, Rodrigues afirmou que o plano de expansão da companhia permanece inalterado. A WEG mantém a previsão de investir R$ 3,6 bilhões globalmente em 2026, dos quais 46% serão destinados às operações brasileiras.
No segundo trimestre, os investimentos somaram R$ 794,9 milhões, sendo 44,5% aplicados em unidades produtivas no Brasil e 55,5% em fábricas e instalações no exterior, voltados principalmente à expansão e modernização da capacidade produtiva.
Segundo o executivo, o governo brasileiro e entidades representativas da indústria seguem buscando uma solução negociada para as tarifas, mas a empresa trabalha para garantir que sua operação continue competitiva independentemente do desfecho das negociações.