Vorcaro entende que quebra de sigilo não inviabiliza deleção premiada
Entorno do ex-banqueiro avalia que quebra de sigilo sobre encontros com Alexandre de Moraes não inviabiliza novo acordo; apuração é de Isabel Mega no Hora H
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro mantém a intenção de apresentar uma nova proposta de colaboração premiada, mesmo após a retirada de sigilo sobre conversas e encontros envolvendo o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. A avaliação de pessoas próximas a Vorcaro é de que o episódio não compromete a disposição do ex-banqueiro de seguir em frente com as tratativas.
Segundo a analista Isabel Mega, no Hora H, a intenção de Vorcaro tem sido reafirmada de forma enfática, inclusive em depoimento prestado à Polícia Federal na última sexta-feira (28). "O que em torno de Daniel Vorcaro tem dito é que sim, ele está disposto a falar", afirmou Isabel Mega.
No entanto, a repórter ressaltou que apenas a disposição de falar não é suficiente para garantir um acordo: "Falar não basta, porque ele falou até aqui, mas ele não conseguiu entregar algo que seja efetivamente inédito para justificar os benefícios de firmar um acordo de colaboração premiada."
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Complexidade do acordo e possíveis impactos
A jornalista destacou ainda a complexidade do processo, uma vez que um acordo de colaboração premiada precisa ser firmado com a PF (Polícia Federal) ou com a PGR (Procuradoria-Geral da República). Isabel Mega apontou que, com base nas conversas tornadas públicas, há pontos de conexão envolvendo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
"Como pensar que o nome dos dois vindo à tona numa eventual relação com Daniel Vorcaro não vai ter nenhum tipo de impacto também em eventuais tratativas de você firmar um acordo de colaboração premiada?", questionou a repórter.