USP desenvolve IA para identificar cárie em radiografias
Sistema analisa radiografias panorâmicas e oferece uma "segunda opinião" para cirurgiões-dentistas.
Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto desenvolveram um sistema de inteligência artificial capaz de analisar radiografias panorâmicas dentárias de forma automática, identificando cada dente e detectando lesões de cárie.
A tecnologia foi criada por uma parceria interdisciplinar entre a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e a Faculdade de Odontologia, por meio do Interdisciplinary Research Group in Digital Dentistry, grupo que reúne cerca de 30 pesquisadores.
O projeto, publicado na revista científica PLOS Digital Health, utilizou modelos avançados de redes neurais para examinar imagens de exames de rotina.
Recomendado para você
Pedras de granizo do tamanho de bolas de tênis atingem o Paraná e deixam quintal parecendo coberto de neve; temporais provocaram estragos
Temporal com granizo causa estragos em Reserva Diversas cidade...
2026-08-15 07:51:54Confira o que abre e o que fecha em Santarém no feriado da Adesão do Pará à Independência do Brasil
Centro comercial de Santarém Dominique Cavaleiro O feriado est...
2026-08-15 07:45:12Litoral da Paraíba tem quatro trechos de praia impróprios para banho; saiba quais
Praia de Manaíra, em João Pessoa Krys Carneiro/G1 A Paraíba te...
2026-08-15 07:29:20Além de automatizar a análise de dados, a ideia é que a ferramenta atue como uma “segunda opinião” no consultório, auxiliando cirurgiões-dentistas a tomarem decisões mais rápidas e precisas.
Como funciona o aprendizado da máquina
Para identificar as lesões, o sistema passa por um processo de aprendizado supervisionado.
- Base de dados: o programa é alimentado com milhares de radiografias previamente analisadas por especialistas;
- Ajuste contínuo: a IA compara suas análises com essa "base de verdade" e corrige os próprios erros durante o treinamento;
- Acurácia: gradualmente, o sistema aprende a reconhecer os padrões de cáries nas imagens com alta precisão.
Além da análise radiográfica, a ferramenta também pode automatizar tarefas administrativas, auxiliar no agendamento, responder dúvidas de pacientes e apoiar o planejamento de tratamentos.
Apoio ao diagnóstico, não substituição
Apesar dos avanços, os pesquisadores enfatizam que a ferramenta funciona como uma segunda opinião e não substitui o cirurgião-dentista.
“A responsabilidade pelo diagnóstico sempre será do profissional. Nenhum modelo é perfeito e sabe-se que eles sempre irão errar, mesmo que pouco. Por isso, a decisão clínica precisa continuar nas mãos do dentista”, destaca a professora Camila Tirapelli, da Faculdade de Odontologia, na página de notícias da USP.
Para os pacientes, a expectativa é de exames mais ágeis e diagnósticos mais precisos. Na área acadêmica, o sistema deve acelerar pesquisas populacionais e estudos epidemiológicos.
Financiado pela Fapesp, o projeto possui código registrado pela USP e reúne alunos de graduação, pós-graduação e docentes. A ferramenta segue em fase de aperfeiçoamento antes de ser adotada amplamente na prática clínica.
O projeto é financiado pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil)) e pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).