Quase 30 mil libras de carne bovina importada da Argentina, o equivalente a cerca de 13,4 toneladas, estão sendo recolhidas nos Estados Unidos após o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) identificar que os produtos não passaram pela reinspeção obrigatória na entrada do país.
O recall envolve aproximadamente 29.628 libras de carne crua importadas pela Corte Argentino USA LLC, empresa com sede na Flórida. Os produtos foram distribuídos para pontos de venda nos estados da Flórida e do Texas. A informação foi divulgada pelo FSIS (Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar) do USDA.
Segundo o órgão, os produtos não passaram pelo procedimento de “import reinspection”, etapa utilizada para verificar a documentação, a rotulagem e as condições dos produtos importados antes de sua comercialização nos Estados Unidos. A falha foi identificada durante uma inspeção de rotina.
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2026-08-11 18:01:56A carne foi produzida entre 15 e 20 de maio de 2026 e possui datas de validade ou de congelamento entre 15 e 20 de setembro. Entre os cortes recolhidos estão peças de contrafilé, lagarto, miolo da alcatra e coxão mole. As embalagens apresentam o número do estabelecimento argentino “EST. N° OF. 2025” e a marca de embarque “26644-AA”.
Até o momento, não foram registrados casos de doenças ou ferimentos associados ao consumo dos produtos. Mesmo assim, o FSIS alertou que parte da carne pode ainda estar nas geladeiras ou freezers de consumidores e recomendou que os produtos não sejam consumidos, sendo descartados ou devolvidos ao local de compra.
O USDA não informou como a carga conseguiu avançar pelo processo de inspeção sem cumprir a etapa obrigatória de reinspeção.
Ampliação da exportação
O recolhimento ocorre poucos meses depois de os Estados Unidos ampliarem o acesso da carne bovina argentina ao mercado americano.
Em fevereiro deste ano, o governo dos EUA anunciou uma expansão temporária da cota tarifária para a carne argentina. A medida acrescentou 80 mil toneladas ao volume anual de 20 mil toneladas já existente, permitindo que a Argentina tenha acesso a até 100 mil toneladas dentro da cota em 2026.
A decisão foi apresentada pelo governo americano como uma forma de ampliar a oferta de carne bovina no mercado doméstico e contribuir para reduzir os preços ao consumidor. A medida contempla, principalmente, produtos destinados ao processamento industrial.
A ampliação da cota colocou a Argentina em posição mais relevante no mercado americano de carne bovina, em um momento de preocupação dos Estados Unidos com a oferta doméstica e os preços da proteína.
O recall, no entanto, está relacionado a uma falha no cumprimento dos procedimentos de inspeção de importação, e não a uma indicação de que a carne argentina como um todo apresente problemas sanitários. Não há, até o momento, registro de doenças associadas aos produtos recolhidos.