Ucrânia atinge 13 embarcações russas em 48 horas, afirma comandante
Ministério da Defesa russo afirmou nesta quarta-feira que suas forças atacaram portos ucranianos e infraestrutura militar na região de Odessa
Forças da Ucrânia e da Rússia trocaram ataques contra embarcações nas últimas 48 horas. Drones ucranianos atacaram 13 embarcações russas no Mar Negro e no Mar de Azov nos últimos dois dias, disse nesta quarta-feira (22) o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou também nesta quarta-feira que suas forças atacaram portos ucranianos e infraestrutura militar na região de Odessa.
O ministério russo disse que duas embarcações navais da Ucrânia foram atingidas como resultado dos ataques, assim como instalações de infraestrutura portuária usadas para descarregar e armazenar cargas militares, além de tanques de armazenamento de combustível e lubrificantes no porto de Odessa.
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A Ucrânia retomou 700 km² de seu território neste ano, afirmou na quarta-feira o comandante-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Syrskyi, confirmando que deixaria o principal posto militar do país.
“Estou entregando ao meu sucessor um exército que não apenas mantém a defesa, mas que também está na ofensiva”, disse Syrskyi em uma declaração publicada no Telegram.
O presidente Volodymyr Zelenskiy afirmou na terça-feira que o jovem major-general Mykhailo Drapatyi substituiria Syrskyi, após dias de protestos nas ruas.
A mudança ocorreu após a saída, em uma ampla reformulação do governo na semana passada, do ministro da Defesa reformista e especialista em tecnologia Mykhailo Fedorov, o que expôs publicamente as profundas divisões dentro da liderança de defesa ucraniana.
Syrskyi ocupa o cargo de comandante-chefe desde o início de 2024, após desempenhar papéis importantes na defesa de Kiev nos primeiros dias da guerra e na rápida contraofensiva que retomou grandes áreas da região de Kharkiv, no nordeste do país, em 2022.
No entanto, ele enfrentou duras críticas por um estilo de comando considerado rígido, que alguns militares afirmam ter resultado em perdas de tropas injustificadamente elevadas.
Em sua declaração, ele destacou seu histórico, incluindo a interrupção de uma ofensiva russa na região de Kharkiv e uma operação realizada na região russa de Kursk em 2024.