O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que “vamos atingi-los com muita força” ao criticar o Irã por não aceitar um acordo.
“Nós os atingimos com muita força na noite passada. Toda vez que eles enviam um drone, nós os atingimos com muita força. Mas nós tínhamos um acordo. O que ninguém sabe é que tínhamos um acordo. Era um acordo fechado, e então eles o romperam. Eles sempre o rompem. Já fizemos 10 acordos com esse pessoal, então vamos simplesmente atingi-los com muita força”, disse ele em uma entrevista por telefone à emissora americana Fox News.
Trump disse que, além de novos ataques, os EUA se tornariam os “guardiões” do Estreito de Ormuz. “Agora vamos protegê-lo e seremos pagos para protegê-lo”, disse ele.
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2026-07-13 11:28:33O presidente americano afirmou que esperaria pagamento pela proteção do Estreito de Ormuz, pois “queremos apenas ser reembolsados por fazer tudo isso, por colocar nosso pessoal em perigo”.
Os comentários ocorrem depois que as forças armadas dos EUA aumentaram o número de ataques realizados contra o Irã durante o fim de semana.
Novos ataques
A nova onda de violência lança mais dúvidas sobre o futuro de um acordo provisório entre os EUA e o Irã, assinado no mês passado, que visava reabrir o estreito e encerrar a guerra após mais 60 dias de negociações.
Os ataques foram os mais recentes de um ciclo de ofensivas e contra-ofensivas, à medida que o Irã busca afirmar seu controle sobre a navegação no Estreito de Ormuz. No entanto, a série de ataques marcou uma escalada em ritmo e alcance.
Na semana passada, Trump afirmou considerar encerrado o cessar-fogo, embora tenha deixado a porta aberta para novas negociações.
O principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, publicou na rede social X no domingo: “A era dos acordos unilaterais ACABOU. Nós avisamos: cumpram a palavra ou paguem o preço. A realidade bate à porta.”
A guerra iniciada pelos EUA e por Israel contra o Irã em 28 de fevereiro desestabilizou a região do Golfo, onde o Irã atacou países que abrigam bases americanas. O bloqueio efetivo do estreito imposto pelo Irã elevou os preços da energia e alimentou a inflação global.