Tráfego em Ormuz segue baixo por medo de ataques iranianos

Operadores de navios evitam o estreito devido a ataques esporádicos com drones, mantendo o volume de passagens reduzido

Tráfego em Ormuz segue baixo por medo de ataques iranianos
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Tráfego em Ormuz segue baixo por medo de ataques iranianos

Operadores de navios evitam o estreito devido a ataques esporádicos com drones, mantendo o volume de passagens reduzido

Tim Lister, da CNN

Está cada vez mais difícil estimar o volume do tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz, já que mais embarcações passam pela região com os rastreadores desligados e as transferências de navio para navio ocultam a quantidade de petróleo que chega aos mercados globais, segundo analistas.

O tráfego pela via marítima permanece baixo e, embora o Irã e Omã estejam negociando sobre o trecho, não há sinais imediatos de um acordo.

O número de navios confirmados cruzando o Estreito de Ormuz varia de apenas alguns a cerca de uma dúzia por dia. Nem todos são petroleiros; muitos operadores ainda evitam utilizar o estreito devido aos ataques esporádicos com drones iranianos.

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Treze embarcações transitaram na quinta-feira, de acordo com o grupo de inteligência marítima Windward, sendo quatro no sentido de entrada e nove de saída. Do tráfego de saída, quatro embarcações — incluindo um petroleiro carregado com 2 milhões de barris de petróleo bruto saudita — navegaram com seus rastreadores via satélite desligados.

Na sexta-feira, os dados de navegação não mostraram trânsitos visíveis de petroleiros de petróleo bruto.

No mesmo dia, o Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse que entre 8 e 9 milhões de barris por dia estavam passando por Ormuz em uma média móvel. Wright afirmou que os EUA tinham acesso a informações que faltavam às agências de rastreamento.

Mais contexto: Muitos petroleiros e cargueiros com conexões sauditas estão evitando tanto Ormuz quanto o estreito de Bab al-Mandeb, na extremidade sul do Mar Vermelho, onde os militantes Houthis apoiados pelo Irã alertaram que atacarão embarcações sauditas.

As exportações de petróleo do Irã foram severamente limitadas pelo bloqueio naval dos EUA.

Pela primeira vez em quase um mês, um grande petroleiro começou na semana passada a carregar petróleo bruto no terminal oeste do principal polo de exportação do Irã, a Ilha de Kharg, informou a Windward. Mais de uma dúzia de outros petroleiros permanecem ancorados na região.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse no sábado que a falta de exportações de petróleo estava afetando as receitas do Estado.

“Nossas receitas diminuíram. Costumávamos vender petróleo, mas agora não conseguimos vendê-lo”, disse ele.

Internacional


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/trafego-em-ormuz-segue-baixo-por-medo-de-ataques-iranianos/