Tomografia de tórax pode revelar sinais silenciosos de aterosclerose

Tomografia de tórax pode revelar sinais silenciosos de aterosclerose Crédito: Divulgação. Uma tomografia computadorizada de tórax pode revelar muito mais do que alterações nos pulmões. Em e...

Tomografia de tórax pode revelar sinais silenciosos de aterosclerose
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Tomografia de tórax pode revelar sinais silenciosos de aterosclerose Crédito: Divulgação. Uma tomografia computadorizada de tórax pode revelar muito mais do que alterações nos pulmões. Em exames realizados sem contraste e sem sincronização com o eletrocardiograma, as imagens também podem fornecer informações relevantes sobre as artérias do tórax, especialmente sobre a presença de placas calcificadas nas artérias coronárias e na aorta. Essa possibilidade vem sendo incorporada de forma rotineira à avaliação das tomografias realizadas pela Ecomed, em parceria com o Hospital Vaz Monteiro, em Lavras. A iniciativa amplia o potencial diagnóstico de um exame que, muitas vezes, já foi solicitado por outras razões clínicas. Na prática, além de avaliar estruturas como pulmões, mediastino, coluna e demais componentes do tórax, a análise das imagens permite identificar sinais de aterosclerose calcificada. Nas coronárias, a presença e a extensão das calcificações podem representar um importante marcador de carga aterosclerótica e contribuir para a avaliação do risco cardiovascular. EXEMPLOS DE ACHADOS CORONARIANOS EM TOMOGRAFIA DE TÓRAX O achado não significa, isoladamente, que exista uma obstrução significativa em uma artéria coronária. Tampouco substitui exames específicos, como a angiotomografia coronariana ou o cateterismo cardíaco, quando estes estiverem indicados. Seu valor está em acrescentar uma informação que, muitas vezes, poderia passar despercebida e que pode modificar a percepção do risco cardiovascular daquele paciente. Para o cardiologista Marcos Cherem “essa abordagem é particularmente relevante porque a aterosclerose pode permanecer silenciosa durante muitos anos. O paciente pode não apresentar sintomas e, ainda assim, apresentar placas ateroscleróticas em suas artérias. A identificação dessas alterações permite que a informação seja levada ao médico assistente, que poderá integrá-la aos demais dados clínicos, laboratoriais e familiares antes de definir a necessidade de investigação complementar ou tratamento”. Informação que pode mudar condutas O diagnóstico de aterosclerose não deve ser analisado isoladamente. Ele deve fazer parte de uma avaliação global, que considere idade, pressão arterial, colesterol, diabetes, peso corporal, histórico familiar, nível de atividade física, tabagismo e outros fatores de risco. A partir dessa avaliação individualizada, o médico pode decidir pela intensificação das medidas de prevenção cardiovascular, que podem incluir mudanças no estilo de vida e, quando indicadas, tratamento medicamentoso para controle de colesterol, pressão arterial, diabetes e outros fatores de risco. As atuais recomendações para pacientes com doença aterosclerótica reforçam a importância do controle abrangente desses fatores, incluindo alimentação adequada, atividade física, controle do peso, pressão arterial e glicemia, tratamento das alterações lipídicas e abandono do tabagismo. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas também deve ser evitado, especialmente em pessoas que apresentam fatores de risco cardiovascular ou outras condições que possam ser agravadas pelo álcool. Segundo o radiologista Maurício Alvarenga Junqueira “em determinados pacientes uma informação obtida incidentalmente em uma tomografia pode representar uma oportunidade para uma avaliação cardiovascular mais cuidadosa”. Tecnologia a serviço da prevenção A proposta da Ecomed, localizada no complexo hospitalar do Vaz Monteiro, é justamente aproveitar de maneira mais completa as informações que já estão presentes nas imagens obtidas durante um exame de tomografia. Em vez de limitar a análise aos órgãos ou estruturas que motivaram inicialmente a solicitação do exame, a avaliação sistemática permite identificar também alterações vasculares relevantes, como calcificações nas coronárias e na aorta. Essa estratégia permite a identificação precoce da aterosclerose: uma alteração que já está presente na imagem é reconhecida e comunicada, permitindo que o médico assistente decida se aquela informação tem relevância para o paciente. OUTROS EXEMPLOS DE ACOMETIMENTO CORONARIANO “É uma aplicação prática da tecnologia em favor de uma medicina cada vez mais preventiva e personalizada” conclui o Dr. Marcos Cherem. Da imagem à decisão médica Na verdade, o maior benefício não está apenas em identificar uma calcificação. Está em transformar essa informação em conhecimento clínico útil. Um paciente com calcificação coronariana, por exemplo, poderá ter sua avaliação de risco cardiovascular revista pelo médico, que dependendo da especialidade, poderá inclusive encaminhar essa paciente a um cardiologista para complementar a propedêutica. Dependendo do conjunto de fatores presentes, isso poderá levar à investigação adicional, ao estabelecimento de metas mais rigorosas para colesterol e pressão arterial ou à adoção de medidas para controle de diabetes, peso e outros fatores modificáveis. Em outros casos, a ausência de calcificação identificável também poderá representar uma informação relevante, embora não seja suficiente para excluir a existência de placas coronarianas não calcificadas. “Assim, o resultado da tomografia não deve ser interpretado isoladamente nem gerar automaticamente uma indicação de tratamento. A decisão deve ser individualizada e tomada pelo médico assistente, considerando o contexto clínico completo de cada paciente” explica o Dr. Eduardo Alvarenga Junqueira Filho. Um exame, mais informação A parceria entre a Ecomed e o Hospital Vaz Monteiro representa, nesse sentido, uma integração entre tecnologia diagnóstica e medicina preventiva. Uma tomografia computadorizada de tórax sem contraste pode continuar cumprindo sua função principal — avaliar os pulmões e as demais estruturas torácicas — e, ao mesmo tempo, oferecer informações adicionais sobre o sistema arterial. A identificação de placas calcificadas nas coronárias e na aorta permite que essas informações sejam incorporadas à avaliação clínica, contribuindo para que médicos e pacientes reconheçam mais precocemente a presença de aterosclerose e possam discutir estratégias adequadas de prevenção. Não se trata de substituir a avaliação cardiológica ou os exames específicos quando necessários. Trata-se de não desperdiçar uma informação que já está disponível nas imagens. Na Ecomed a equipe responsável pelas avaliações tomográficas é coordenada pelo Dr. Maurício Alvarenga Junqueira, composta pelos radiologistas Drs. Lucas Casadei de Alvarenga Junqueira, Eduardo Alvarenga Junqueira Filho, Giovanna Casadei de Alvarenga Junqueira e Aaron Alarcon Novillo, com participação do cardiologista Dr. Marcos Cherem. Em uma medicina cada vez mais orientada pela prevenção, reconhecer sinais de aterosclerose em um exame realizado por outra razão pode ser uma oportunidade valiosa: a chance de identificar risco antes que ele se manifeste clinicamente e de oferecer ao médico mais elementos para tomar, de forma individualizada, as melhores decisões para cada paciente. Dr Maurício Alvarenga Junqueira, CRM 20756

Fonte: https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/especial-publicitario/ecomed/noticia/2026/08/31/tomografia-de-torax-pode-revelar-sinais-silenciosos-de-aterosclerose.ghtml

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