O setor do agronegócio brasileiro tem demonstrado insatisfação crescente com a forma como o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem conduzindo as negociações em torno das novas tarifas de 25% que os Estados Unidos devem aplicar sobre produtos brasileiros. A informação foi apurada pela analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, ao Bastidores CNN.
De acordo com relatos apurados pela CNN, as críticas do agro ao Palácio do Planalto são mais contundentes do que as manifestadas por outros segmentos do empresariado, incluindo a CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Segundo as fontes ouvidas, o governo chegou a sinalizar, em determinado momento, que não haveria tarifaço e que existia uma boa relação com o presidente americano, Donald Trump.
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2026-07-15 15:48:33No entanto, a expectativa é de que o anúncio das novas tarifas seja confirmado pelo próprio Trump, evidenciando que o governo brasileiro não conseguiu, de forma prática, ajudar o setor produtivo nacional.
Articulação por exceções
Paralelamente às críticas, o agronegócio — que possui forte influência tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos — vem tentando ampliar a lista de produtos isentos das sobretaxas. Entre os itens que o setor busca incluir nas exceções estão carne vermelha, carne de frango, café e suco de laranja.
Durante a rodada anterior de tarifas, o suco de laranja chegou a ser atingido, mas posteriormente conseguiu uma saída da lista.
Jamieson Greer, chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), informou a interlocutores do governo Lula que já levou a Donald Trump a recomendação final sobre o novo tarifaço, sinalizando, contudo, um possível aumento na lista de exceções.
Diante disso, há um otimismo maior dentro do agro em relação à possibilidade de seus principais produtos serem incluídos nas isenções, em comparação com outros setores da economia, como a indústria.