Soja avança em Chicago com suporte de embarques dos EUA
Embarques semanais dos Estados Unidos superaram o teto das expectativas e deram suporte às cotações
A soja recuperou parte das perdas registradas na última semana e fechou em alta nesta segunda-feira (14) na Bolsa de Chicago. O contrato para entrega em novembro avançou 0,60%, para US$ 12,96 por bushel.
Segundo a Agrinvest, os embarques semanais dos Estados Unidos somaram 672,7 mil toneladas, alta de 44,8% e acima do teto das expectativas do mercado. O resultado ajudou a dar sustentação aos preços da oleaginosa.
Os derivados também terminaram a sessão no campo positivo, com o óleo de soja acompanhando a valorização do petróleo ao longo do dia, enquanto o farelo de soja retomou o movimento de alta diante de perspectivas de melhora na demanda do setor de ração animal.
Apesar do suporte, a Granar ressaltou que a recuperação em Chicago foi limitada pela valorização do dólar. A perda de força do petróleo durante a sessão também reduziu o impulso sobre o óleo de soja e, consequentemente, sobre o complexo da oleaginosa.
Milho
O milho fechou em alta na Bolsa de Chicago, recuperando parte das perdas acumuladas na semana anterior. O contrato para entrega em dezembro avançou 0,57%, para US$ 5,33 por bushel.
Segundo a Agrinvest, o cereal chegou a subir perto de 1% durante a sessão, ainda refletindo o relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O documento reduziu em 5,4 milhões de toneladas a estimativa para a produção norte-americana.
O mercado perdeu força após novas declarações e devolveu praticamente toda a alta registrada durante o dia. Ainda assim, o corte na produção dos Estados Unidos continua dando sustentação às cotações.
De acordo com a Granar, a valorização do petróleo também ajudou o milho, ao aumentar a perspectiva de demanda por biocombustíveis. O mercado acompanha ainda o aumento da demanda da União Europeia e as dificuldades da Ucrânia para manter as exportações pelo Mar Negro diante dos ataques russos à infraestrutura portuária.
Trigo
O trigo fechou a sessão em baixa na Bolsa de Chicago, depois de operar com perdas mais acentuadas ao longo do dia. O contrato para entrega em dezembro recuou 0,15%, para US$ 7,22 por bushel.
Segundo a Agrinvest, o cereal chegou a cair mais de 10 centavos de dólar por bushel durante a sessão, com a redução do prêmio de risco associado ao Mar Negro. O movimento ocorreu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma possível suspensão dos ataques à infraestrutura energética entre Rússia e Ucrânia.
De acordo com a Granar, Trump afirmou que os dois países teriam concordado em não atacar instalações de energia um do outro. A sinalização reduziu parte das preocupações com a oferta e o escoamento de grãos na região, pressionando as cotações do trigo.
As declarações também limitaram a alta do petróleo, que chegou a superar US$ 103 por barril antes de recuar para perto de US$ 101,50 durante a negociação dos grãos.