Sob pressão, Mendonça responde a ataques: "Nada a temer"
André Mendonça afirma que sabia das represálias ao levar adiante informações da PF sobre possível relação entre Moraes e Vorcaro; a apuração é da analista de Política da CNN Jussara Soares
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça publicou, por meio de sua equipe, uma nota em que afirma ter sido alertado previamente sobre as represálias que sofreria ao levar adiante as informações recebidas da Polícia Federal. A apuração é da analista de Política da CNN Jussara Soares ao CNN Prime Time.
As informações em questão dizem respeito a um relatório que mencionava mensagens de Daniel Vorcaro para um número de telefone atribuído a Alexandre de Moraes.
Além da nota oficial do gabinete, Mendonça enviou pessoalmente uma mensagem pelo WhatsApp a alguns jornalistas, reforçando sua posição. Na mensagem, ele declarou ter sido advertido, de forma implícita e explícita, sobre os ataques que ocorreriam contra ele e pessoas próximas.
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2026-09-17 22:22:20Ataques "pessoais, injustos e ofensivos"
Na nota, Mendonça classificou as ofensivas recebidas como "ataques pessoais, injustos, ofensivos e insultantes". Apesar disso, afirmou não possuir "nada a temer" e declarou que seguirá cumprindo seu dever "com serenidade e responsabilidade", mesmo diante do que considera tentativas de intimidação.
O contexto dos ataques inclui uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal contra o deputado Cezinha de Madureira, descrito como um nome muito próximo de Mendonça.
A operação foi autorizada por Flávio Dino, cuja oposição a Mendonça ficou explícita durante a sessão realizada na terça-feira (15). O dia também foi marcado pela publicação de Gilmar Mendes com duros ataques a André Mendonça, que prontamente respondeu às críticas.
Crise no STF e sessão cancelada
A tensão interna no STF atingiu tal nível que Edson Fachin determinou o cancelamento da sessão que estava prevista para ocorrer. A medida reflete o clima de crise instalado na Corte, especialmente após a sessão de terça-feira, na qual os conflitos entre os ministros vieram à tona de forma explícita.
Nos bastidores, segundo apuração da CNN, a guerra entre os integrantes do tribunal continua muito intensa, com o temor de que novas sessões resultem em episódios ainda mais acalorados.