A Síria começou a destruir os remanescentes de um programa clandestino de armas químicas da era do ex-presidente Bashar al-Assad que foram recuperados em maio. Trata-se da primeira destruição desse tipo no país em uma década, informou nesta quinta-feira (03) um enviado sírio e uma representante da ONU.
A Reuters informou em maio que a nova liderança da Síria havia localizado remanescentes do antigo programa de armas químicas do país, incluindo matérias-primas e munições semelhantes às usadas em ataques mortais com gás durante a guerra civil síria.
Izumi Nakamitsu, alta representante da ONU para Assuntos de Desarmamento, disse nesta quinta-feira, durante uma reunião do Conselho de Segurança, que, pela primeira vez desde 2014, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) havia verificado a destruição de munições químicas na Síria.
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2026-09-03 16:39:25Após a descoberta de maio, a Síria encontrou “uma instalação adicional de produção de armas químicas, uma substância química recém-descoberta usada na produção de agentes neurotóxicos e munições químicas vazias. Também declarou duas instalações de armazenamento de armas químicas onde as novas instalações descobertas estavam sendo armazenadas”, disse Nakamitsu.
No mês passado, a OPAQ enviou uma equipe à Síria para verificar a destruição de armas químicas da categoria três, que inclui munições não preenchidas e outros equipamentos utilizados para liberar armas químicas. Ela disse que a equipe verificou “a destruição irreversível de 42 bombas aéreas” como parte da missão.
O embaixador da Síria na ONU, Ibrahim Olabi, disse ao Conselho que a Síria estava “protegendo o mundo e a região por meio desse trabalho”.
Mas ele criticou duramente Israel, afirmando que repetidos ataques israelenses prejudicaram algumas operações de busca e destruição e expuseram ao risco as equipes sírias que trabalham na operação.
“Não podemos garantir a segurança da região se nossa própria segurança estiver exposta a ataques por parte de Israel, que está desrespeitando a segurança de toda a região e violando as convenções e os tratados sobre os quais falamos”, disse Olabi, cujas declarações em árabe foram traduzidas durante a reunião do Conselho.
As Forças Armadas de Israel não responderam imediatamente a um pedido de comentário.