Andy Burnham tornou-se oficialmente primeiro-ministro do Reino Unido após uma reunião com o rei Charles III no Palácio de Buckingham, nesta segunda-feira (20).
O líder do Partido Trabalhista é o sétimo primeiro-ministro do país em dez anos e assume no lugar de Keir Starmer, que renunciou.
Os resultados do Partido Trabalhista nas eleições locais de maio foram vistos como um indício do que poderia acontecer se Starmer — amplamente impopular, apesar de ter conquistado uma vitória eleitoral esmagadora há dois anos — liderasse o partido na próxima eleição nacional.
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2026-07-20 21:37:48Burnham, então prefeito da Grande Manchester, surgiu como a melhor alternativa viável na busca do partido por um novo líder.
Comunicador afável e instintivo, ele tem popularidade que persiste mesmo com a instabilidade de seu partido, e ele construiu uma narrativa que falta ao partido, embora as posições políticas nacionais que defendeu durante esta campanha estejam, em linhas gerais, alinhadas com o governo atual.
Uma eleição suplementar foi articulada — com seu aliado Josh Simons renunciando ao cargo em Makerfield, um reduto histórico do Partido Trabalhista no norte da Inglaterra onde o partido populista de extrema-direita Reform UK vem ganhando força —, e Burnham saiu vitorioso dessa disputa que atraiu grande atenção.
Apesar de ter prometido permanecer no cargo, Starmer anunciou sua intenção de renunciar poucos dias depois.
Ao vencer em Makerfield, Burnham demonstrou aos parlamentares trabalhistas — receosos de perderem suas cadeiras na próxima eleição geral — que era capaz de enfrentar o Reform, partido que liderava as pesquisas de opinião nacionais há meses.
A eleição para a liderança rapidamente se transformou em uma aclamação, uma vez que uma maioria incontestável dos 403 parlamentares do partido declarou apoio a Burnham.
Carreira política
Ele assumirá o cargo na sede do governo britânico (o número 10 de Downing Street) na segunda-feira (20), coroando uma longa carreira política.
Durante sua primeira passagem por Westminster, entre 2001 e 2017, integrou os gabinetes de Tony Blair e Gordon Brown, chegando a ocupar o cargo de ministro da Saúde e a disputar, por duas vezes sem sucesso, a liderança do Partido Trabalhista.
Pouco depois de sua segunda tentativa, ele retornou ao noroeste da Inglaterra — sua terra natal — e candidatou-se ao recém-criado cargo de prefeito de Manchester em 2017.
Lá, ele se estabeleceu como um contraponto a Westminster, evidenciando a profunda divisão norte-sul do país e ganhando a alcunha de “Rei do Norte”. A economia e a rede de transporte público de Manchester prosperaram durante sua gestão.
Ao contrário de Starmer, Burnham tem uma narrativa clara — a descentralização de poder para além de Londres — que permeia suas políticas.