A professora Giulia Silva de Araújo, de 26 anos, morreu por tamponamento cardíaco e ruptura de aneurisma da aorta ascendente, segundo o laudo de necropsia da Polícia Civil do Rio de Janeiro, finalizado nesta quarta-feira (2).
Giulia morreu na última sexta-feira (28) após procurar atendimento médico duas vezes em um hospital municipal na zona norte do Rio de Janeiro e receber alta. Segundo familiares, o quadro apresentado pela professora foi tratado na unidade como uma “crise de ansiedade”.
O tamponamento cardíaco é uma condição grave provocada pelo acúmulo de líquido ou sangue no pericárdio, membrana que envolve o coração. A pressão exercida sobre o órgão compromete sua capacidade de bombear sangue adequadamente.
Recomendado para você
O que se sabe sobre o caso de Gilberto Veras, radialista que morreu após ataque a tiros no litoral do PI
Saiba quem era radialista Gilberto Veras, que morreu após ataq...
2026-09-04 08:38:21Laudo de necropsia confirma morte por tamponamento cardíaco de paciente que recebeu alta por 'crise de ansiedade'
Família de mulher morta diz que hospital deu alta para pacient...
2026-09-04 04:00:00Eleições 2026: Professora Maria do Carmo participa de café com apoiadores em Manaus e promete construção de moradias
Candidata ao governo do Amazonas, Professora Maria do Carmo (P...
2026-09-03 22:42:11O laudo também identificou a ruptura de um aneurisma da aorta ascendente, que significa o rompimento da parede da principal artéria do corpo na região próxima à saída do coração. A condição pode provocar hemorragia interna grave.
Para a defesa da família, realizada pelo advogado Luan Machado, o resultado do exame reforça a tese de negligência por parte do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, onde Giulia recebeu atendimento.
“O laudo confirma a nossa tese. Houve negligência pela alta médica sem investigação mais aprofundada por meio de exames de imagem, em especial ecocardiograma e angiotomografia”, afirmou.
Relembre o caso
Giulia recebeu alta hospitalar duas vezes no mesmo dia antes de falecer. A mulher deu entrada na emergência do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles pela primeira vez com queixas de dor no peito e sintomas compatíveis com um quadro cardíaco.
Segundo relatos, ela foi submetida a diversos exames e foi liberada pela unidade, que diagnosticou o quadro como um episódio de ansiedade.
Giulia procurou a unidade novamente –– cerca de três horas após a primeira liberação ––, e relatou sintomas mais intensos. O hospital realizou uma nova bateria de exames, incluindo hemograma completo e radiografia do tórax e a medicou com dexametasona. Ela recebeu alta dos médicos pela segunda vez.
Nas redes sociais, os parentes da professora afirmaram que na segunda vez em que Giulia buscou o hospital, ela chegou a desmaiar e apresentar sintomas mais graves durante o atendimento, mas, mesmo assim, não recebeu um diagnóstico diferente do hospital.
Depois de ser liberada pela segunda vez, a professora passou mal mais uma vez e foi levada a outro hospital, mais próximo da casa dela. No entanto, sofreu um infarto e morreu ainda no mesmo dia.
Os familiares da professora chegaram a cobrar respostas da unidade hospitalar e afirmaram que os exames apresentavam alterações que “precisam ser esclarecidas”.