Quem é Edmilson Costa, candidato à Presidência pelo PCB
Em busca de um cargo político desde 2008, candidato defende o fim da escala 6X1
Edmilson Silva Costa (76 anos) é o candidato à Presidência pelo PCB (Partido Comunista Brasileiro), com Cleusa Santos (PCB) como sua vice.
Natural de Pedreiras (MA), é professor universitário formado em Economia pela UFMA (Universidade Federal do Maranhão), doutor em Economia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e tem pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas na mesma instituição
Entre 1964 e 1985, foi dirigente estudantil durante a ditadura militar e uma figura presente em movimentos de defesa pela democracia no Brasil.
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2026-09-14 23:06:35Desde 1996, Edmilson assina obras sobre economia, política, capitalismo contemporâneo, crise mundial e globalização. É secretário-geral do PCB desde 2016.
Concorreu à Prefeitura de São Paulo, em 2008; a vice-presidente, em 2010, ao lado do advogado e ex-secretário geral do PCB, Ivan Pinheiro; a vice-prefeito, em 2012, ao lado do professor e Deputado Federal Carlos Giannazi (PSOL); e a senador, em 2014.
Plano de governo
O plano de governo apresentado pelo PCB destaca principalmente a defesa do fim da escala 6x1 com redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem redução salarial e a extinção do Senado, que seria substituído por um Parlamento Unicameral.
O texto sugere a implementação dos Conselhos Populares, que seriam eleitos nos locais de trabalho, moradia e estudo, como instrumentos permanentes da participação da população. O objetivo seria aprofundar as liberdades democráticas e implantar mecanismos de democracia direta.
Edmilson defende também a possibilidade da revogação de cargos públicos pela própria população a partir de referendos, após 6 meses de mandato para cargos legislativos (senadores, deputados e vereadores) e 1 ano para cargos executivos (presidente, governadores e prefeitos) com pelo menos 1% das assinaturas do eleitorado.
Para a saúde, destacam-se a estatização de todo o setor, com uma aplicação de 10% do PIB na saúde pública, a expansão da Fiocruz e do Instituto Butantan para outros estados do país e a legalização do aborto, com a garantia de atendimento pela rede pública de saúde.
Para a economia, o plano inclui a estatização do sistema monetário e financeiro, a criação do Banco dos Trabalhadores, que seria o responsável pela gestão de fundos previdenciários e de seguridade social dos trabalhadores, além da revogação das reformas trabalhista e previdenciária, a implementação de um salário mínimo em cerca de R$ 7.600 e registro em carteira de trabalho para trabalhadores de aplicativo.
Na educação, o plano prevê a estatização da rede privada de ensino, com a ampliação de Institutos Federais e Escolas Técnicas, o fim de escolas cívico-militares, do vestibular e a ampliação de cotas em 54% para a população negra e 70 ou 80% para estudantes da rede pública de ensino.
*Sob supervisão de João Ker