Quem é Carlos Viana, candidato ao Senado por Minas Gerais

Ex-apresentador de TV, o senador tenta renovar o mandato conquistado em 2018

Quem é Carlos Viana, candidato ao Senado por Minas Gerais
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Quem é Carlos Viana, candidato ao Senado por Minas Gerais

Ex-apresentador de TV, o senador tenta renovar o mandato conquistado em 2018

Humberto Tozze, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo

O jornalista e senador Carlos Viana (PSD) tenta a reeleição por Minas Gerais nas eleições deste ano. Esta é a quinta vez que ele disputa um cargo eletivo e a segunda em que concorre ao Senado.

Viana iniciou sua trajetória eleitoral em 2004, quando foi candidato a vereador de Belo Horizonte pelo PSC (Partido Social Cristão) e ficou como suplente, com 3.298 votos. Quatorze anos depois, em 2018, foi eleito senador pelo PHS, com 3,56 milhões de votos.

Durante o mandato, passou por diferentes partidos. Depois do PHS, filiou-se ao PSD, em 2019. Passou pelo MDB e, em 2022, ingressou no PL para disputar o governo de Minas Gerais. Na eleição daquele ano, recebeu 783.800 votos e não chegou ao segundo turno. Em 2023, migrou para o Podemos e, no ano seguinte, concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte, terminando a disputa com 12.712 votos. Em 2026, retornou ao PSD para buscar um novo mandato no Senado. Sua suplente é Renata Rosa, do Podemos.

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Antes de ingressar na política, Viana construiu uma carreira de mais de duas décadas no jornalismo. Formado em Jornalismo e pós-graduado em Gestão Estratégica de Marketing pelo Cepead/UFMG, trabalhou como repórter e apresentador em emissoras como Rede Minas, TV Bahia, TV Alterosa e Record Minas. Também passou pela Rádio Itatiaia, onde apresentou o Plantão da Cidade. Na televisão, esteve à frente de programas como Balanço Geral, Alterosa Urgente e MG Record. Em 2004, viveu nos Estados Unidos e trabalhou como editor-chefe do National – The Brazilian Newspaper, em Nova Jersey.

Em novembro de 2025, Viana apresentou o PL 5.977, que propõe retirar do Código Penal quatro crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, interrupção do processo eleitoral e violência política. Na justificativa, o senador argumenta que os dispositivos têm conceitos imprecisos e permitem interpretações excessivamente amplas, o que poderia gerar insegurança jurídica.

A proposta, no entanto, não avançou desde então: até setembro deste ano, não havia sido analisada por comissões nem pelo plenário e continuava aguardando despacho no Senado.

Entre agosto de 2025 e março de 2026, Viana presidiu a CPMI do INSS, comissão formada para investigar fraudes bilionárias envolvendo descontos irregulares nos pagamentos de aposentados e pensionistas do INSS.

Em março deste ano, Viana passou a ser alvo de uma apuração sobre R$ 3,6 milhões em recursos destinados, entre 2019 e 2025, à Fundação Oásis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha. O caso chegou ao STF (Supremo Tribunal Federal) após uma representação de deputados do PSOL e do PT, que questionaram a transparência e a destinação dos repasses. Em sua defesa, Viana negou irregularidades e afirmou que as emendas foram destinadas aos fundos municipais de assistência social, cabendo às prefeituras indicar a entidade responsável pela execução dos recursos.

Após considerar insuficientes as primeiras explicações apresentadas pelo senador e pelo Senado, o ministro Flávio Dino determinou novas diligências.

No registro da candidatura apresentado à Justiça Eleitoral, Viana declarou patrimônio de R$ 13,64 milhões, valor 282% superior aos R$ 3,57 milhões informados em 2024, quando concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/quem-e-carlos-viana-candidato-ao-senado-por-minas-gerais/