Quais recursos de segurança fazem diferença em um aplicativo bancário?

Com o aumento no número de fraudes e golpes online, a proteção cibernética das plataformas digitais é uma prioridade para as instituições financeiras

Quais recursos de segurança fazem diferença em um aplicativo bancário?
Compartilhar:
Conteúdo Patrocinado:
Conteúdo patrocinado é o espaço para as marcas se comunicarem com o público.

Quais recursos de segurança fazem diferença em um aplicativo bancário?

Com o aumento no número de fraudes e golpes online, a proteção cibernética das plataformas digitais é uma prioridade para as instituições financeiras

Natasha Meneguelli

Para proteger quem usa os aplicativos bancários, as instituições financeiras investem em recursos de segurança que combinam múltiplas camadas de proteção, como autenticação em duas etapas, criptografia, notificações de alerta e até bloqueio remoto da conta.

Essas medidas de proteção cibernética são necessárias em um cenário de aumento de golpes financeiros e transações instantâneas como o Pix.

Qual o número de incidentes cibernéticos no Brasil?

Segundo levantamento da Quod, datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, o volume de registros de fraudes financeiras no Brasil apresentou uma alta de 10,26% nos primeiros seis meses de 2026. No total, foram mais de 9 milhões de ocorrências entre casos suspeitos e confirmados.

Recomendado para você

Apesar do crescimento ser um alerta, a empresa destaca que este avanço é um reflexo do fortalecimento dos mecanismos de detecção após a implementação da Resolução 501 do Banco Central.

Outros dados importantes são que 78% das fraudes ocorreram por meio de celulares e que cerca de 779 mil vítimas sofreram golpe duas vezes ou mais.

Além disso, por ser uma modalidade de transação instantânea, o Pix foi o meio de pagamento preferido dos criminosos. Esteve presente em 85% dos registros de fraudes financeiras no país.

Quais as principais medidas de segurança de um aplicativo bancário?

De acordo com o professor Marcelo Azevedo, coordenador e docente do curso de Sistemas de Informação da Universidade Presbiteriana Mackenzie no campus Alphaville, a maior parte das instituições financeiras oferece um conjunto mínimo de tecnologias bancárias de segurança:

Autenticação multifator

A autenticação multifator, ou “multifactor authentication” em inglês (MFA), é um dos recursos de segurança mais comuns.

“Hoje em dia 100% dos bancos utilizam, porque as instituições sabem que só a sua senha não é suficiente”, explica Azevedo. “Principalmente se você usa a mesma em diversos aplicativos, isso não é recomendado”.

Na verificação em camadas, além da senha ou PIN, o aplicativo pede algo que seja único dele, como biometria facial e digital. Tokens e outros códigos para confirmação também podem ser solicitados, seja por outros aplicativos ou por SMS, e-mail ou Whatsapp.

“Isso pode ser combinado com senhas e confirmações internas do aplicativo para as principais transações, como o Pix, por exemplo”, conta o especialista.

Criptografia

A criptografia é o embaralhamento dos dados que são transmitidos pela internet, também chamado de “texto cifrado”. Assim, toda vez que o usuário ou cliente acessa as plataformas das instituições financeiras, as informações passam de um local para outro por meio de códigos embaralhados e incompreensíveis.

“Se tiver alguém no meio do caminho com acesso a esse fluxo de dados, só vai ver estas informações desencontradas, códigos. Isso garante a confidencialidade e proteção dos dados”, detalha Azevedo.

risco de interceptação das informações acontece principalmente ao usar redes Wi-Fi públicas ou inseguras para acessar sites e aplicativos.

Inteligência artificial

inteligência artificial (IA) é usada pelos bancos e instituições financeiras para identificar compras e transações fora do padrão do cliente. Desde trocas de aparelho até mudanças no comportamento do usuário.

“O mais comum é quando usamos um dispositivo diferente, um acesso novo”, explica o especialista. “Mas tem identificações mais complexas, como a velocidade de digitação do usuário, valor que costuma fazer de Pix e até o tempo que demora para fazer a transação”.

A partir deste mapeamento, o sistema identifica possíveis riscos e envia notificações pelos canais de contato cadastrados para confirmar se é realmente o cliente que está usando o serviço ou realizando a ação. Contudo, vale lembrar que os bancos não pedem senha nem dados extras por meio disso, o máximo de confirmação é como respostas “sim” ou “não”.

Há ainda aplicativos que enviam alertas caso o acesso à sua conta esteja sendo feito junto de uma ligação de telefone ou compartilhamento de tela, já que isso é indicativo de golpes e fraudes financeiras.

“Localização é outro ponto. Se você muda de cidade ou, principalmente, se faz uma viagem internacional, é preciso avisar o banco para não ter problemas de acesso. As chances de bloqueio são altas”, diz o professor.

Limites inteligentes

Os limites inteligentes são definidos pelo próprio cliente da instituição financeira. O usuário entra no aplicativo e escolhe o máximo de valor para PIx diário, compras online e outras transações.

“Desta forma, mesmo que outros recursos tecnológicos falhem, você minimiza a sua perda”, conta Azevedo. “Limitar o horário também é interessante”.

Como saber quais medidas de segurança o seu banco segue?

Entre no site ou aplicativo da sua instituição financeira e veja as principais orientações sobre como se proteger de casos de fraudes e golpes digitais. Saiba como o seu banco entra em contato no caso de alertas e emergências e quais os caminhos para lidar com roubos e furtos de celular.

No Inter, por exemplo, há uma página específica de segurança que detalha ferramentas extras como o i-Safe, além de dicas que podem ser usadas no dia a dia.

Qual o papel do usuário na segurança bancária?

“Apesar de todas essas tecnologias, muita gente não usa ou não busca saber por achar que não tem praticidade”, alerta o professor do Mackenzie. “A segurança requer sim que você dispense um pouco mais de tempo, mas é importante”.

O especialista lista o que os usuários devem fazer para garantir que os recursos de segurança estão ativados e funcionando da melhor forma possível:

1. Mantenha o celular atualizado

Independentemente da marca, seja iPhone, seja Android, o próprio fabricante do celular disponibiliza, de tempos em tempos, as atualizações de segurança. É primordial que o seu celular esteja configurado para checar essas atualizações e fazê-las regularmente.

2. Baixe os aplicativos apenas nas lojas oficiais

Para instalar os aplicativos do banco ou de mecanismos de autenticação extra, use as lojas oficiais de aplicativos, como Google Play Store,  Apple Store, Galaxy Store e Huawei AppGallery.

Além disso, não use links e direcionamentos suspeitos para download dos aplicativos, use sempre os canais oficiais e conhecidos da instituição financeira.

3. Ative os mecanismos de segurança

Para que os recursos de proteção realmente funcionem, é preciso habilitá-los na sua conta e aplicativo. Desde a biometria até os limites de transações.

4. Não compartilhe o celular com outras pessoas

“Além de pessoas no geral, evite compartilhar o celular com as crianças”, alerta o especialista. “É comum que a gente dê o aparelho para os filhos jogarem ou assistirem a algo, mas isso aumenta os riscos”.

Azevedo explica que nem sempre as crianças conseguem identificar propagandas maliciosas e links não oficiais, o que deixa o celular exposto a fraudes e golpes financeiros.

5. Revise as permissões dos aplicativos

Seja na instalação do aplicativo ou nas configurações dele, leia quais permissões são necessárias e quais podem ser limitadas.

Acesso à galeria de fotos, aos seus arquivos e a outras informações extras podem ser um risco quando o funcionamento do aplicativo não precisa disso.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/negocios/quais-recursos-de-seguranca-fazem-diferenca-em-um-aplicativo-bancario/