Quaest: campanha de Lula explora aumento de rejeição de Flávio
PT apostará em discurso de que Flávio representaria “risco a políticas sociais” e celebra impacto de estratégia em pesquisa
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21), que mostra uma aproximação entre as intenções de voto do mandatário e do senador Flávio Bolsonaro (PL), e celebrou o aumento da rejeição ao senador, ao que chamou de "risco de perder conquistas".
A sondagem mostra Flávio com 45% dos votos totais, contra 44% de Lula. Em um intervalo de uma semana, a rejeição do senador oscilou de 54% para 52%, enquanto a do petista caiu de 53% para 47%.
No segundo turno, a principal aposta do PT (Partido dos Trabalhadores) foi reforçar um "discurso do medo", apontando que Flávio colocaria em risco programas sociais.
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2026-10-22 17:46:57Lula e sua campanha vêm afirmando que o "tesouraço" prometido pelo senador nas contas públicas afetará benefícios sociais e previdenciários, citando os cortes de despesas do presidente Javier Milei na Argentina e o impacto em índices de pobreza e miséria no país vizinho.
"A pesquisa reflete nossas avaliações internas, que mostram o potencial de crescimento, isso em relação à própria Quaest. E essa mudança reflete as perdas que Flávio representa. É isso que queremos debater na reta final", afirma o presidente do PT, Edinho Silva.
Segundo interlocutores do presidente, este seguirá como uma das principais estratégias para a reta final, inclusive em peças na TV e rádio. O PT vem explorando falas de seus adversários, como publicações antigas em que Flávio chamou o Bolsa Família de "Bolsa-Farelo" e alegação de Daniella Marques sobre uma regra de transição para o programa.
"É o receio de retrocesso, de perder todas as conquistas. O segundo turno contrapõe dois caminhos para o país e vai ficando para o eleitor que Flávio Bolsonaro é um caminho de insegurança ou de uma mudança para pior, do país andar para trás", disse Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT.
No PL (Partido Liberal), a avaliação é de que a rejeição pesou mais para Flávio do que para Lula em decorrência da campanha negativa do outro lado. Aliados do senador acusam o PT de espalhar fake news sobre programas sociais, como o Bolsa Família.
Lideranças do PL pontuam que, nas pesquisas internas, o movimento do eleitorado ainda é de estabilidade e minimizam o empate técnico.
A queda expressiva e fora da margem de erro na rejeição de Lula acendeu um alerta entre aliados de Flávio, ainda que vejam o movimento como "natural" da reta final, com acirramento de sentimentos e da fotografia de momento.
No entorno de Flávio, a defesa feita é para aumentar o movimento de refutar o que chamam de "fake news do PT" e falar mais sobre compromissos sociais que o senador pretende apostar.


