Francisco Rocha, promessa de 14 anos do kart brasileiro que vem se destacando na Europa, já planeja dar o próximo passo na carreira e entrar no ciclo de Fórmulas, começando pela Fórmula 4.
O piloto da Forza Racing, equipe britânica de destaque no kart europeu, sonha em chegar à Fórmula 1, mas reconhece a dificuldade de alcançar uma categoria tão disputada.
À CNN Brasil, Francisco Rocha destacou a força de vontade dos pilotos brasileiros que estão no automobilismo europeu. Para o jovem, a capacidade de não desistir mesmo diante das dificuldades é um dos principais diferenciais dos compatriotas.
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2026-08-10 14:58:21Eu conheço o Gabriel Bortoleto, conheço o Câmara, conheço o Gomez. E o que eu vejo neles é o diferencial dos outros: a força de vontade. Eu sinto que todos os brasileiros aqui na Europa, mesmo que não estejam indo bem, mesmo que não estejam na melhor situação, eles não desistem.
Francisco Rocha, promessa do kart brasileiro
Francisco também contou sobre sua proximidade com Gabriel Bortoleto, piloto brasileiro da Fórmula 1 pela Audi. O adolescente revelou que busca aproveitar as oportunidades de conversar com o compatriota e aprender com sua experiência na principal categoria do automobilismo mundial.
Ah, o Gabi (Bortoleto) é uma pessoa muito experiente e muito, muito gente boa. E, nessas oportunidades que eu tenho de conhecer pilotos de Fórmula 1 e conversar com eles, principalmente o Gabi, que eu já conheço, eu sempre tento aproveitar o máximo. Então, estava também querendo pegar umas dicas, mas acho que aquele jantar lá foi mais para se divertir um pouco também, porque o Gabi tinha acabado de voltar do qualifying.
Francisco Rocha, promessa do kart brasileiro
Pódio na WSK Euro Series e primeira temporada na Europa
“Bom, eu acho que, começando por tudo lá no começo do ano, foi uma decisão difícil, vir morar aqui na Europa, fazer um ano de intercâmbio na Europa. Para mim, o kart na Europa é muito diferente do Brasil, parece até que é outro esporte. E também esse pódio que a gente conquistou agora, na minha terceira corrida na nova categoria, foi muito significante para mim. Acho que isso foi muito importante também para mostrar que a gente tem velocidade, que a gente sempre está lá.”
Diferenças de pilotagem e competitividade
“Na Júnior, o maior problema também, de piloto, eu digo, é que lá os pilotos, por conta de serem mais crianças, também são por volta de 10, 12 anos. Eles têm menos noção do que estão fazendo. Então, as corridas na Júnior eram muito mais loucas. Acontecia muito mais acidente no meio da corrida, muita gente batia. Era até mais fácil que, se você estava largando lá de trás, passar eles. Na OK, é uma categoria bem desafiadora. Porque só tem piloto bom e a partir de 14 anos, até não tem limite de idade.”
O que ainda precisa desenvolver para chegar à F1
“Eu acho que, principalmente, para chegar na Fórmula 1 eu tenho muito a aprender aqui. Como eu disse, eu sempre estou tentando estar do lado de pessoas que têm muito a me ajudar, porque, como eu disse, é meu primeiro ano aqui. Então, mesmo entregando resultado, eu ainda tenho muito a aprender de todo mundo.”