Proibição de antimicrobianos pode reduzir produtividade em até 7%
Setor apoia restrição para evitar que exigências da União Europeia (UE) afetem outros mercados compradores da carne brasileira
O setor de proteínas estima que uma eventual proibição do uso de parte dos antimicrobianos na produção animal pode reduzir em até 7% a produtividade das fazendas brasileiras. A medida é estudada pelo governo federal para adequar o país às exigências da UE (União Europeia) e retomar o acesso ao mercado europeu.
Apesar do impacto esperado na produção, representantes da cadeia avaliam que a adaptação é necessária. A preocupação é que as restrições impostas pela União Europeia acabem influenciando outros compradores relevantes da carne brasileira, afetando o acesso a mercados estratégicos como a China e outros países da Ásia.
A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) e a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) apresentaram ao Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) um pedido para ampliar o banimento de antimicrobianos considerados críticos para a saúde humana.
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2026-07-21 07:59:42Segundo as entidades, a medida busca alinhar a produção brasileira às exigências internacionais e preservar a competitividade das exportações.
Embora represente cerca de 5% do volume exportado pelo Brasil, a União Europeia responde por aproximadamente 5% a 6% da receita obtida com as vendas externas de carne bovina.
Além de importar cortes de maior valor agregado, o bloco é considerado pelo setor um importante formador de preços e de padrões sanitários para o comércio internacional.
As entidades afirmam que seguem trabalhando com o governo brasileiro e a cadeia produtiva para encontrar uma solução negociada com a União Europeia.
Enquanto isso, defendem a adoção de medidas técnicas que permitam manter o fluxo comercial e reduzam o risco de que as exigências europeias se estendam a outros mercados importadores.
https://www.cnnbrasil.com.br/agro/mercado-de-leite-no-brasil-recuperacao-gradual-de-precos-em-2026/