Procon-SP revela variação de preço de medicamentos
Pesquisa aponta diferença de mais de 2.400% em genéricos na capital paulista
Um levantamento do Procon-SP revelou uma grande disparidade nos preços de medicamentos comercializados na capital paulista. O alerta foi divulgado nesta terça-feira (7).
Segundo a pesquisa, um mesmo medicamento genérico pode apresentar variação de preço de até 2.433,59%, dependendo da farmácia.
A maior diferença foi registrada na cartela com 30 comprimidos de 5 mg de tadalafila. O medicamento foi encontrado por R$ 98,05 em uma farmácia da zona norte de São Paulo e por R$ 3,87 em um estabelecimento da zona sul. Em 2025, o mesmo produto já havia liderado o ranking de maior variação de preços.
Recomendado para você
Excesso de oferta de leite adia recuperação dos preços até o fim de 2026
Produção mundial em ritmo elevado, demanda mais fraca e margens pressi...
2026-07-07 22:31:39Departamento de Energia dos EUA corta preço médio do Brent em 2026 e 2027
Órgão pondera que aumento da produção e restabelecimento dos fluxos co...
2026-07-07 20:03:50Matt Damon revela falas improvisadas de Robin Williams em “Gênio Indomável”
Williams ganhou um Oscar por seu papel no filme...
2026-07-07 18:05:13Entre os medicamentos de referência, a maior diferença foi observada na cartela com 30 comprimidos de 25 mcg de Synthroid. O produto foi encontrado por R$ 41,43 em uma farmácia da zona norte e por R$ 10,73 em um estabelecimento localizado em outra região da cidade.
O levantamento também incluiu dez sites de grandes redes de farmácias a partir de um IP da região central da capital. A comparação foi feita entre lojas físicas e plataformas on-line, considerando os preços de 70 medicamentos genéricos e de referência, entre eles antitérmicos, anti-inflamatórios, antibióticos, ansiolíticos, anticonvulsivantes e antidepressivos.
Na comparação entre os preços de 33 medicamentos de referência presentes nas pesquisas de 2025 e 2026, o Procon-SP identificou um aumento médio de 8,43%.
Embora tenham sido constatadas diferenças expressivas entre os estabelecimentos, o órgão informou que todos os preços estavam dentro do limite permitido. No Brasil, os valores dos medicamentos são regulados pela Anvisa, que autoriza um reajuste anual e estabelece os PMC (Preços Máximos ao Consumidor), teto que não pode ser ultrapassado pelas farmácias.
*Sob supervisão de Thiago Félix