Presidenciáveis focam em combate às facções na campanha

Segundo analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, ao Bastidores CNN, candidatos convergem no combate ao crime organizado, mas divergem sobre classificar facções como grupos terroristas

Presidenciáveis focam em combate às facções na campanha
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A segurança pública ocupa posição central nos planos de governo dos principais candidatos à Presidência da República, segundo apuração do analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, ao Bastidores CNN.

Uma análise dos documentos registrados no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) revela que Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) — os cinco candidatos mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais — dedicam extensas seções ao tema do combate ao crime organizado.

Fortalecimento do sistema penitenciário federal

Um dos pontos de maior convergência entre os candidatos é o fortalecimento do sistema penitenciário federal. Atualmente, o Brasil conta com cinco unidades de segurança máxima, localizadas em Brasília (DF), Mossoró (RN), Porto Velho (RO), Catanduvas (PR) e Campo Grande (MS).

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Nessas unidades, líderes de facções criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) cumprem pena em regime de isolamento.

Todos os cinco candidatos analisados defendem a expansão e o reforço dessas instalações. A proposta é vista como complementar ao combate ao crime organizado, tema que também ocupa páginas significativas nos planos de governo de cada um deles.

Propostas distintas para enfrentar o crime organizado

Embora haja consenso sobre a necessidade de combater o crime organizado, as abordagens divergem consideravelmente. Renan Santos (Missão) defende o isolamento de líderes criminosos em super presídios, em referência ao modelo adotado em El Salvador.

Flávio Bolsonaro (PL) propõe a redução da maioridade penal para 16 anos, o aumento de penas para crimes como furto — chegando a 14 anos — e para crimes hediondos, como estupro, além da construção de novos presídios federais.

Divergência sobre classificar facções como terroristas

Um dos pontos de maior discordância entre os candidatos é a classificação de facções criminosas como grupos terroristas. O debate ganhou força após os Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas transnacionais — medida que, segundo investigadores da PF (Polícia Federal), tem dificultado algumas investigações e o acesso a informações.

De acordo com os planos de governo analisados, Lula e Renan Santos posicionam-se contra essa classificação. Em sentido oposto, Zema, Flávio Bolsonaro e Caiado apoiam a medida, argumentando que ela contribuiria para o combate ao crime organizado e para o aumento da segurança da população.

Vale destacar que Renan Santos já declarou publicamente ser favorável à classificação, embora essa posição não conste em seu plano de governo.

Segurança das fronteiras: consenso entre os candidatos

Outro ponto de convergência é o reforço da segurança nas fronteiras do país. Todos os candidatos analisados entendem que as fronteiras representam a principal porta de entrada do crime organizado no Brasil e do tráfico internacional de drogas.

Como o Brasil não produz cocaína — que chega principalmente do Peru, da Bolívia e da Colômbia —, alguns candidatos propõem inclusive a atuação das Forças Armadas em conjunto com as polícias nas regiões de fronteira para coibir essas atividades.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/presidenciaveis-focam-em-combate-as-faccoes-na-campanha/