Preços do petróleo avançam nesta segunda-feira (12), com mercados digerindo falas de Donald Trump sobre Rússia e Ucrânia terem concordado interroper ataques à instalações energéticas, apesar de Kiev já afirmar que Moscou violou os termos.
Ao mesmo tempo, notícias de novos ataques de houthis na Arábia Saudita impedem um alívio maior na cotação, pressionando preços para acima de US$ 100.
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2026-10-22 16:06:36Por volta de 8h40, o barril tipo Brent – referência do mercado internacional – subia cerca de 1,2%, negociado a US$ 106.
Na mesma hora, o WTI – padrão nos EUA – valorizava 1,2%, a US$ 93 o barril.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (11) que Ucrânia e Rússia concordaram com o que ele chamou de “cessar-fogo energético”.
“Com efeito imediato, está em vigor um CESSAR-FOGO ENERGÉTICO na guerra entre a Rússia e a Ucrânia. As duas partes concordaram. Não o violem!”, afirmou Trump em publicação nas redes sociais, sem dar mais detalhes.
Zelensky pediu que Washington garanta o cumprimento de qualquer acordo por Moscou.
Segundo o presidente norte-americano, o contrato prevê fornecimento imediato de mais de 300 mil toneladas de diesel ao mercado norte-americano e internacional.
Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que a Rússia entregará mais 3 milhões de toneladas do combustível em um curto período, a depender das condições de suas refinarias.
Novos ataques no Oriente Médio
No sábado (10), os rebeldes iemenitas Houthis voltaram a atacar com mísses a capital da Arábia Saudita, Riade.
A agressão deixou ao menos 12 mortos e mais de 300 feridos, informou a Autoridade de Aviação Civil do reino. Entre os mortos estão quatro sauditas, dois cidadãos de Bangladesh e uma pessoa de cada um dos seguintes países: EUA, Jordânia, Palestina, Síria, Sudão e Egito, informou a autoridade de aviação civil saudita.
O ministro da Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, afirmou nesta segunda-feira que o país precisa dar uma resposta “igualmente séria” aos ataques recentes contra o reino. A declaração ocorre em meio à intensificação das ofensivas dos houthis, do Iêmen, que deixaram mais de 15 mortos na Arábia Saudita em duas semanas.
“Os acontecimentos das últimas semanas são sérios. Nossa resposta deve ser igualmente séria”, declarou o ministro durante a cerimônia de abertura do 25º Congresso Mundial de Energia (WPC), em Riad.
Com Reuters e CNN Internacional