Um objeto que caiu no leste da Polônia durante a madrugada desta quinta-feira (30) parece ser um míssil da Rússia, afirmou o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, após as autoridades encontrarem uma cratera e destroços espalhados em um campo, na sequência de relatos de uma explosão.
A Polônia mobilizou caças para garantir a segurança de seu espaço aéreo depois que ataques aéreos russos mataram pelo menos oito pessoas na vizinha Ucrânia, incluindo uma em Kiev, capital do país, em ataques que se estenderam até a cidade de Lviv, no oeste do país.
O comando operacional das Forças Armadas da Polônia informou anteriormente, em uma publicação na rede social X, que “um objeto não identificado movendo-se para oeste foi detectado no espaço aéreo polonês”, acrescentando que ele desapareceu dos radares logo após ser avistado às 3h40, horário local.
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2026-07-30 09:15:31Um helicóptero Mi-24 que foi até a última localização do objeto para verificar e confirmar os dados do radar identificou o provável local da queda, acrescentou o comando.
O objeto deixou uma cratera com cerca de 10 metros de largura, acrescentou o Ministério do Interior no X. Segundo as autoridades locais, ele estava localizado em uma área agrícola a cerca de 2 km de residências.
Equipes de emergência estão no local isolando a área e investigando o caso.
“Durante a noite, um míssil de cruzeiro russo Kh-101 cruzou o espaço aéreo da Polônia como parte do ataque maciço da Rússia contra a Ucrânia, violando o espaço aéreo da Otan”, escreveu o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, na rede social X.
Apesar da fala do premiê, a Polônia ainda não confirmou oficialmente a natureza do objeto, afirmando apenas que as investigações estão em andamento. A embaixada russa em Varsóvia não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado por e-mail.
Entenda a guerra na Ucrânia
A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.
Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz
A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.
O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.
Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.
Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.
Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.