Polícia fecha fábrica clandestina de anabolizantes no Rio de Janeiro
Policiais localizaram insumos como enantato, trembolona e dianabol, além de equipamentos utilizados nas diferentes etapas de fabricação
A Polícia Civil do Rio de Janeiro fechou uma fábrica clandestina de anabolizantes que funcionava em um imóvel residencial no bairro de Columbandê, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, nesta terça-feira (8).
Durante a operação, duas pessoas foram presas em flagrante e os agentes apreenderam grande quantidade de insumos químicos, equipamentos e materiais utilizados na produção e no acondicionamento das substâncias.
As investigações começaram a partir de informações de inteligência que indicavam o funcionamento de uma estrutura destinada à produção clandestina de anabolizantes.
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2026-09-09 14:02:16Na ação, os policiais localizaram insumos como enantato, trembolona e dianabol, além de equipamentos utilizados nas diferentes etapas de fabricação.
Segundo informações da Polícia Civil, os produtos ilícitos que estavam no local eram destinados à comercialização em todo o território nacional, alimentando clandestinamente o mercado de substâncias controladas. Os investigados operavam mediante sistema que incluía distribuição interestadual, armazenagem estratégica e ocultação de origem.
Entre os materiais apreendidos, as equipes policiais identificaram e apreenderam:
- Enantato, Trembolona e Dianabol em quantidade bruta;
- Equipamento industrial de envase;
- Autoclaves para esterilização;
- Balanças de precisão para dosagem;
- Centenas de frascos plásticos e vidro;
- Rótulos e embalagens preparadas com marca comercial falsificada ("SCORPION");
- Líquidos adesivos e óleos de veículo desconhecido utilizados em diluição;
- Material de papelaria e sistema de rastreamento.
A ação ocorreu por meio da DRCPIM (Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Propriedade Imaterial) e da DRFC (Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas).
Todos os investigados responderão pelos crimes previstos no artigo 273, §1º, inciso B do Código Penal (falsificação, corrupção e adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais), crime que pode ter penas de reclusão de 5 a 15 anos.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo