O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta segunda-feira (31), que novos esforços devem ser feitos por parte do governo para a revisão dos gastos obrigatórios. A declaração foi feita em coletiva de imprensa do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027.
Ao ser questionado sobre o corte de gastos e o pouco espaço para investimentos no orçamento para o ano seguinte, Durigan afirmou que o governo está colocando um quadro que serve de base de transparência para todos que quiserem consultar os dados e que o esforço para revisão de gastos obrigatórios estão presentes.
“Não estamos prevendo revisão nessa peça orçamentária, mas pretendemos ir revisando benefícios fiscais”, reforçou o ministro da Fazenda.
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A necessidade de conter as despesas obrigatórias já vinha sendo sinalizada pelo governo antes da apresentação do PLOA 2027. Anteriormente, Durigan afirmou que medidas incluídas na legislação criaram “travas” com impacto estimado de R$ 10 bilhões sobre as despesas do próximo ano.
Enquanto Moretti, afirmou que o conjunto de medidas de revisão fiscal adotadas pelo governo poderia representar uma economia de aproximadamente R$ 80 bilhões no próximo ano.
Apesar das medidas, o aumento de despesas obrigatórias continua pressionando o Orçamento. Entre elas, a proposta de salário mínimo de R$ 1.741 para 2027, que tem potencial de elevar os gastos do governo em R$ 49,6 bilhões.
*Sob supervisão de João Nakamura