Petróleo ultrapassa US$ 100 pela primeira vez em seis semanas
Brent subiu 25% desde o início do mês passado, em decorrência do conflito no Oriente Médio
Os preços do petróleo ultrapassaram os US$ 100 por barril nesta quarta-feira (9) pela primeira vez em seis semanas, à medida que a escalada dos confrontos entre as forças americanas e iranianas aprofundou as preocupações com o abastecimento da região e aumentou os temores de pressões inflacionárias e custos de energia mais altos para consumidores e empresas.
Às 11h04, os barris do Brent eram comercializados pelo valor de US$ 100,77, uma valorização de 2,90% ante o fechamento. Já o WTI subia 3,02%, aos US$ 95,83.
O Brent, referência global para o petróleo, subiu 25% desde o início do mês passado, à medida que diminuem as esperanças de uma resolução permanente para o conflito entre os EUA e o Irã, que já dura seis meses.
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A superação da marca de US$ 100 pelo preço do petróleo sinaliza crescentes preocupações de que o mercado global esteja cada vez mais vulnerável após meses de perdas de oferta devido a interrupções nas exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz e à redução dos estoques.
"Os investidores em petróleo estão expressando sua opinião sobre o impacto da mais recente escalada de tensões no Oriente Médio de forma inequívoca", disse Tamas Varga, da corretora de petróleo PVM.
"Eles estão votando com seus dólares, e esse voto indica fortemente que, a menos que o Estreito de Ormuz seja reaberto e o fluxo de petróleo seja retomado sem interrupções, a oferta não estará alinhada com a demanda em um futuro próximo."
Embora os contratos futuros do Brent ainda não tenham atingido a marca de US$ 126 alcançada no início do conflito, um período prolongado acima de US$ 100 por barril pode ter impactos além dos mercados de energia, elevando os custos de transporte e produção, reacendendo os temores de inflação e mantendo as taxas de juros elevadas por mais tempo.