Patamar de juros dificulta investimentos, diz coordenador do Imagine Brasil
Na visão de Aldemir Drummond, indústria segue estagnada pelo baixo investimento em tecnologia
Segundo Aldemir Drummond, professor e coordenador do Imagine Brasil, liderado pela Fundação Dom Cabral, o patamar atual de juros dificulta os investimentos necessários para o desenvolvimento da indústria, como o setor de tecnologia.
"O segmento de agronegócio é o que mais se destaca no crescimento, de 4,5% e 5% ao ano, e isso está ligado à tecnologia. A indústria, por sua vez, está estagnada, o que reflete o baixo investimento no setor tecnológico."
Drummond falou durante participação no Eloos, evento promovido em parceria entre a Itatiaia e a CNN Brasil, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (3).
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2026-08-03 16:35:43O professor também destacou que o mercado brasileiro ainda é relativamente fechado, o que limita a produtividade. "As economias mais produtivas são as mais conectadas com o ambiente internacional", afirma.
Ainda, esse desafio, segundo o acadêmico, pode ser amenizado e superado pela combinação de parcerias público-privadas, juros mais baixos e investimento em tecnologia.
Evento Eloos
Os desafios e as oportunidades da indústria brasileira estarão no centro do debate do quinto ciclo do Eloos.
O evento será realizado no Espaço Ava, em Belo Horizonte, e contará com a presença de lideranças políticas e empresariais para debater os potenciais do setor industrial no Brasil.
Neste ciclo, especialistas, executivos e autoridades debatem o papel da indústria na transformação da economia brasileira, os desafios e potencialidades de um setor estratégico para o desenvolvimento do país.
Programação
A programação será divida em três painéis. O primeiro debate será sobre os dois gargalos que travam a competitividade brasileira no comércio internacional: a fragilidade dos mecanismos de defesa comercial (antidumping) diante da concorrência desleal externa e o chamado "Custo Brasil" (logística cara, malha ferroviária pouco integrada, burocracia e tributação).
Na sequência, os participantes irão discutir sobre novos pactos de trabalho. O foco será na proposta de fim da escala 6x1 e seus efeitos sobre comércio, serviços e indústria, somada ao apagão de mão de obra técnica.
Por fim, o Eloos traz ao debate a diversificação industrial e o futuro do setor em Minas Gerais. Os participantes irão apontar como transformar um estado de base mineral em plataforma de diversificação industrial — siderurgia avançada, bens de capital, eletromobilidade e tecnologia.