Parreira está estável, mas dependente de suporte intensivo
Ex-técnico da Seleção Brasileira permanece internado desde 16 de junho após quadro de inflamação pulmonar que afetou a função renal
O ex-técnico da Seleção Brasileira Carlos Alberto Parreira permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro. Segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (6), seu quadro clínico segue inalterado.
De acordo com o hospital, Parreira continua em estado grave, mas estável, e permanece dependente de suporte intensivo.
O ex-treinador está internado desde 16 de junho com diagnóstico de inflamação pulmonar. Na última sexta-feira (3), apresentou um quadro infeccioso pulmonar com repercussão na função renal.
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2026-07-06 22:11:45Por causa da complicação, Parreira precisou voltar a ser sedado, passou a respirar com auxílio de aparelhos e iniciou tratamento com hemodiálise.
"O paciente apresentou um quadro infeccioso pulmonar com repercussão na função renal. Por conta dessa complicação, Parreira voltou a ser sedado e a respirar com auxílio de aparelhos, além de necessitar de hemodiálise.", informou o hospital.
Parreira é acompanhado pelo pneumologista intensivista Arthur Vianna, além da equipe assistencial e multidisciplinar da unidade.
O ex-técnico também trata um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático.
Parreira e o linfoma de Hodgkin
Parreira tem um quadro de linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que começa no sistema linfático, um conjunto composto por órgãos e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade e vazos que conduzem células por meio do corpo.
A característica da doença é se espalhar ordenadamente, de um grupo de linfonodos para outro. A expansão ocorre por meio dos vasos linfáticos. A doença surge quando um linfócito (célula de defesa do corpo), geralmente do tipo B, se transforma em uma célula maligna, que é capaz de se multiplicar e disseminar.
Assim, a célula maligna passa a produzir, nos linfonodos, cópias idênticas, que também podem ser chamadas de clones. Essas células podem também ir para outros tecidos próximos com o passar do tempo, e se não tratadas, atingir outras regiões do corpo.
Homens costumam ter maior propensão à doença do que mulheres. E ela costuma se originar com maior frequência na região do pescoço e na região do tórax.