A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), uma operação contra uma organização criminsoa responsável pela criação e divulgação de falsas campanhas de doação na internet. As ações de combate ocorrem no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.
A “Operação Sophia” acontece por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos do Rio Grande do Sul, sob coordenação do Delegado João Vitor Herédia. Até o momento, 10 pessoas foram presas preventivamente.
A investigação teve início após a mãe de uma criança em tratamento contra câncer comunicar à Polícia Civil que imagens e vídeos de sua filha estavam sendo utilizados em anúncios pagos nas redes sociais para arrecadar falsas doações.
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2026-07-14 08:52:23A partir da notícia-crime, as autoridades iniciaram diligências para identificar os responsáveis pela criação e manutenção da estrutura digital. A partir da análise dos dados, foi possível mapear o caminho dos valores e chegar a diversos investigados com funções específicas no esquema.
A investigação identificou, entre outros elementos, apenas em relação à falsa campanha que deu origem ao inquérito, ao menos R$ 294,5 mil diretamente rastreados entre chave Pix e gateways de pagamento.
Além disso, a apuração revelou movimentações financeiras muito superiores em contas e empresas utilizadas pela organização, com destaque para uma empresa apontada como hub financeiro do grupo, que teria movimentado mais de R$ 1,7 milhão no período investigado.
Como funcionavam as fraudes
De acordo com as autoridades, as fraudes consistiam na criação de falsas campanhas de arrecadação de valores com o uso indevido de imagens falsas, vídeos e histórias reais de pessoas em situação de vulnerabilidades.
As principais produções eram feitas com crianças em tratamento de doenças graves.
A investigação começou quando foi descoberto um vídeo que pedia doações para uma criança em tratamento contra câncer. O “objetivo” da produção seria custear os procedimentos. A família da criança não autorizou a campanha e não recebeu os valores arrecadados.
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As etapas dos golpes
Após a publicação dos vídeos, os conteúdos eram impulsionados nas redes sociais por meio de páginas como “Clube de Doadores”, “Doadores com Amor” e “Unidos pelo Amor”, o que aumentava o alcance das publicações e atingia milhares de pessoas.
Ao clicar nos anúncios, as pessoas eram redirecionadas para páginas falsas que imitavam plataformas legítimas de doação. Nos sites falsos, a vítima escolhia o valor da suposta ajuda e recebia um QR Code Pix ou código Pix copia e cola.
No entanto, o dinheiro era direcionado para contas bancárias, empresas de fachada e gateways de pagamento controlados ou utilizados pelo grupo criminoso.