Mulheres evitam política agressiva e buscam resultados, diz Schulman
No WW Especial, CEO do Instituto Ideia afirma que público feminino demora mais para definir voto e que está distante dos extremos políticos
A percepção de que as mulheres têm uma inclinação natural à esquerda esconde um comportamento eleitoral pragmático: o público feminino, na verdade, está distante dos extremos políticos.
A análise é da CEO do Instituto Ideia, Cila Schulman, ao WW Especial. Ela pontua que a questão vai muito além da ideologia, refletindo uma demanda por propostas concretas para o dia a dia e uma rejeição à agressividade no debate público.
"Eu vejo uma diferença maior entre homens mais de direita do que mulheres", afirmou.
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Uma das principais hipóteses para esse comportamento é que as mulheres são as principais usuárias dos serviços públicos essenciais. São elas que majoritariamente levam os filhos à escola, acompanham crianças e idosos nos postos de saúde e dependem diretamente da segurança pública na rotina de deslocamento nas grandes cidades.
Uma queixa comum ao público feminino é a insegurança. "Quando a gente faz grupo de pesquisa qualitativa, a gente ouve mulheres dizendo: 'eu pego o ônibus e não sei se vou chegar no meu trabalho'", descreve Cila. Por isso, segundo a especialista, "elas ficam esperando propostas concretas, tanto é que elas demoram também mais a decidir o voto"
"Se eu pudesse dizer uma receita, é que as mulheres não gostam de uma política agressiva", diz. "Elas repelem essa agressividade e estão em busca de resultados concretos."
WW Especial
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