MPRJ deflagra a Operação Ouroboros

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciou nesta quinta-feira (9) a Operação Ouroboros, contra um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM). Segundo as investigações, a a...

MPRJ deflagra a Operação Ouroboros
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O MPRJ prendeu 5 pessoas nesta quinta-feira (9) na Operação Ouroboros. A ação combate um esquema de corrupção com contratos de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole.

Entre os presos está Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente da autarquia estadual. O Gaesf denunciou 11 pessoas por organização criminosa, corrupção, fraude e lavagem de dinheiro.

O dinheiro desviado era sacado sob escolta da Rioforte. O esquema também envolvia aditivos contratuais, gerando um acréscimo de R$ 58 milhões para a Engeconsult em 2023.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciou nesta quinta-feira (9) a Operação Ouroboros, contra um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), um órgão do governo do estado. Segundo as investigações, a autarquia celebrou contratos ilegais de R$ 86 milhões.

Até a última atualização desta reportagem, 5 pessoas haviam sido presas — entre elas, Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM.

Promotores saíram para cumprir 6 mandados de prisão e 9 de busca e apreensão. O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ) denunciou 11 pessoas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude de licitação e lavagem de dinheiro.

Presos

  • Amanda Íthala Santos da Paschoa
  • Caroline Soares Barros
  • Davi Perini Vermelho, o Didê
  • Franquis Dias Nepomuceno
  • Marcelo Lopes da Silva

Entenda o esquema

O Instituto Rio Metrópole foi criado em 2018 a fim de articular e monitorar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio. A autarquia é vinculada à Secretaria Estadual de Governo.

De acordo com as investigações, em licitações fraudulentas e direcionadas a partir de 2022, o IRM contratou a Engeconsult Consultores Técnicos e a R Peotta Engenharia e Consultoria.

Em seguida, a Engeconsult e a R Peotta celebraram subcontratos fictícios com a Brazilian Institute of Organic — Instituto Bio, para depositar parte dos valores recebidos do IRM.

Esse dinheiro era posteriormente sacado da conta do Instituto Bio, sob a escolta da Rioforte.

Outra ponta do esquema eram os aditivos feitos nos contratos. Só em 2023, a Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões.

Esta reportagem está em atualização.



Fonte: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/07/09/mprj-deflagra-a-operacao-ouroboros.ghtml