MPF pede controle de voos de helicóptero no Rio

Medidas de segurança são solicitadas após acidente fatal na zona sul e irregularidades prévias

MPF pede controle de voos de helicóptero no Rio
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O MPF (Ministério Público Federal) pediu medidas de controle e segurança dos voos comerciais de helicópteros no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (12).

A ação foi feita, de acordo com o MPF, contra a União, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o município do Rio de Janeiro, em decorrência do acidente do último sábado (8), em que quatro pessoas morreram em uma queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, zona Sul do Rio de Janeiro.

O MPF pede que o trânsito ordinário dos helicópteros destinados ao transporte remunerado de passageiros, inclusive voos panorâmicos, seja direcionado à Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia), independentemente da modalidade de contratação do serviço.

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Pela mesma razão, o MPF também determinou a abertura de um novo inquérito para apurar a responsabilidade da empresa que realizava os voos comerciais que resultou no acidente, a Voos Rio Panorâmico Serviços Aeronáuticos Ltda, pelos danos que foram causados no Parque Nacional da Tijuca, local onde ocorreu a queda do helicóptero, que resultou em um incêndio.

O MPF afirma que a apuração será realizada independentemente das investigações destinadas a determinar as causas do acidente aéreo.

O Ministério Público Federal já havia apontado irregularidades em voos no Rio. Em uma matéria produzida pela CNN Brasil, foi apurado que entre problemas identificados pelo órgão e comunicados às autoridades competentes estão o descumprimento da altitude mínima exigida e níveis elevados de poluição sonora.

Um monitoramento que integra o levantamento, ao qual tivemos acesso, mostra que, entre março e abril de 2026, a Aeronáutica constatou que 34,5% das aeronaves que pousaram ou decolaram do Aeroporto de Jacarepaguá descumpriram a altitude mínima de 500 pés nas posições monitoradas.

O órgão pediu para que a análise do pedido seja feita com urgência, além de solicitar que a coordenação de voos de helicópteros destinados ao transporte de passeio seja realizada pela REH Praia (Rota Especial de Helicópteros Praia) independentemente da modalidade de contratação do serviço.

Além das urgências, foi solicitado que o Deca (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) intensifique a fiscalização do cumprimento das regras das rotas de helicóptero, principalmente a fiscalização das altitudes mínimas.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/rj/mpf-pede-controle-de-voos-de-helicoptero-no-rio/