Motiva encerra ciclo de leilões rodoviários no curto prazo
Após derrota na Régis Bittencourt, empresa diz que foco passa a ser projetos de médio e longo prazo e futuras otimizações
A Motiva (ex-CCR) encerrou, no curto prazo, o ciclo de participação nos leilões rodoviários que estavam no radar da companhia. A declaração do CEO da companhia, Miguel Setas foi feita nesta quarta-feira (30), durante teleconferência com investidores.
Após vencer a concessão da Fernão Dias (BR-381/MG) e perder a disputa pela Régis Bittencourt, a empresa afirmou que, neste momento, passará a concentrar esforços em projetos de médio e longo prazo, incluindo futuras otimizações contratuais.
Segundo Setas, a empresa segue otimista com o pipeline de concessões rodoviárias apresentada pelo governo federal, mas avalia que os projetos previstos para o curto prazo têm características diferentes das oportunidades analisadas até agora.
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2026-07-30 11:42:39O CFO da empresa, Rodrigo Araújo, acrescentou que novas otimizações contratuais poderão fazer sentido no futuro, embora sejam oportunidades de horizonte mais longo.
Ao comentar o leilão da Régis Bittencourt, vencido pela EPR com deságio de quase 23% sobre a tarifa de pedágio, Setas afirmou que a Motiva esperava um desconto de tarifa inferior ao registrado na Fernão Dias - o deságio apresentado pela Motiva foi de 17%.
Segundo o presidente, um dos motivos que pesaram na decisão de não apresentar um desconto maior no leilão da Régis Bittencourt foi que os estudos internos da empresa indicavam que a concessão apresentava retorno ajustado ao risco menor que o da Fernão Dias.
Outro fator foi o amplo conhecimento da companhia no ativo. Segundo Setas, existem funcionários da Motiva que já trabalharam com a rodovia e isso auxiliou no entendimento do risco agregado da concessão.
Continuar na concessão
Além disso, durante a teleconferência, o diretor financeiro afirmou que a empresa pretende buscar alternativas para ampliar o prazo de permanência da Motiva na concessão da Fernão Dias.
O projeto é de 15 anos, resultado da otimização contratual da antiga concessão administrada pela Arteris. Nos leilões de otimização contratual, o governo federal oferece ao mercado um contrato previamente repactuado com a atual concessionária da rodovia - no caso, a Arteris - e o vencedor administra o ativo até o final do prazo estabelecido originalmente.