Moraes arquiva investigação sobre Havan por atos antidemocráticos
PF e PGR não encontraram provas de que representantes da empresa tenham apoiado manifestações e bloqueio de rodovia após as eleições de 2022
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), arquivou uma investigação que apurava se a Havan, empresa de Luciano Hang, apoiou manifestações antidemocráticas e o bloqueio de uma rodovia após as eleições de 2022.
A decisão foi assinada em 6 de agosto e atendeu a um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), que avaliou não haver provas suficientes para responsabilizar Hang e representantes da empresa.
A investigação teve origem em atos realizados em 3 de novembro de 2022, nas proximidades de uma loja da Havan às margens da BR-470, em Rio do Sul (SC).
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2026-08-12 18:47:07A apuração buscava esclarecer se representantes da loja de departamento haviam permitido que manifestantes utilizassem o local ou prestado algum tipo de apoio ao movimento.
Segundo a Polícia Federal, ficou comprovado que manifestantes utilizaram o espaço físico da Havan. As diligências, no entanto, não permitiram concluir que a empresa tenha autorizado o uso da estrutura ou colaborado com os atos.
A PGR destacou que os manifestantes defendiam uma intervenção militar, fechamento do STF, anulação das eleições presidenciais e prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Também foram registrados bloqueios de rodovias com barreiras físicas, detritos e pneus incendiados.
Durante a investigação, a PF ouviu, entre outros, a gerente da unidade da Havan em Rio do Sul e o diretor-presidente da empresa.
Ao pedir o arquivamento, a PGR afirmou que, apesar de ter sido constatado o uso das dependências da loja pelos manifestantes, não foram encontrados elementos capazes de demonstrar envolvimento direto dos responsáveis pela Havan nos bloqueios.