O ministro do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (27) que considera necessário manter a cobrança de um imposto de exportação sobre o petróleo diante da instabilidade no Oriente Médio.
A declaração ocorre no mesmo dia em que a Justiça Federal do Distrito Federal concedeu uma liminar suspendendo a cobrança da alíquota de 12% sobre as vendas de óleo bruto. A medida atende a um pedido da Abep (Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás).
Pela manhã, o colegiado se reuniu para avaliar a prorrogação da taxa, mas teve sua resolução derrubada pela decisão da Justiça.
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2026-08-27 16:33:55“Acho que, enquanto tivermos uma conturbação séria lá no Oriente Médio que desequilibra completamente a relação de preços e o impacto logístico para o mundo todo, precisamos discutir seriamente o imposto. Pelos dados técnicos, na minha avaliação, não só se justifica como é necessário”, afirmou.
Na quarta-feira (26), o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, informou que a arrecadação considerada atípica com o Imposto de Exportação de petróleo chegou a R$ 7,982 bilhões de janeiro a julho. Apenas em julho, foram R$ 3,161 bilhões.
A cobrança de 12% foi estabelecida em março por meio de medida provisória, que perdeu a validade sem ser apreciada pelo Congresso. No dia seguinte, ao fim da vigência, o Gecex publicou uma resolução retomando a cobrança.
Negociação com a Índia
Durante a coletiva, Márcio Elias também afirmou que o Brasil pretende ampliar o acordo de preferências tarifárias entre o Mercosul e a Índia, atualmente restrito a 450 linhas de produtos.
“Mesmo com a Índia, a discussão que vem sendo estabelecida com o governo indiano era a possibilidade de expandir o acordo Mercosul-Índia. É preciso aumentar e intensificar”, disse.
O ministro destacou que os setores farmacêutico, bioenergia, biocombustíveis, fertilizantes e dispositivos médicos têm potencial para ampliar a relação comercial entre os países e afirmou que há disposição do governo indiano para realizar investimentos no Brasil.