A temporada de balanços no 2º trimestre trouxe sentimentos difusos ao mercado. Enquanto parte aponta que os números superaram a expectativa, outra ala vê decepção nos dados.
Em comum, os analistas citam que o horizonte à frente inspira cautela, sem grandes sinais que mostrem uma reversão dos resultados vistos até então.
Para o Itaú BBA, os números das companhias brasileiras no segundo trimestre foi misto, com números acima do esperado, ao mesmo tempo que aponta que a maior parte dos analistas cita os resultados como “neutro”.
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2026-08-19 16:13:48“Ainda vemos risco de novas revisões negativas para as estimativas de consenso de mercado”, cita o Itaú BBA.
Considerando apenas o Ibovespa, a casa afirma que o lucro líquido ficou 8,2% acima do esperado, com Ebitda 2,5% superior e a receita 2,4% melhor do que as estimativas.
Na análise por setor, o Itaú BBA apontou positivamente empresas de bens de capital, exploração de petróleo e gás, transporte e logística e shoppings centers e propriedades.
Por outro lado, o setor varejista foi destaque negativo com lucro líquido 18,5% abaixo das expectativas e queda de 10,7% em base anual.
“No agregado, 44,8% das companhias sob nossa cobertura reportaram lucro líquido acima das projeções, 28,4% ficaram em linha e 26,9% vieram abaixo do esperado”, cita o documento.
XP vê resultado decepcionante
Em uma visão mais pessimista, a XP classificou os números do segundo trimestre como “decepcionantes”, com queda no percentual de empresas que superaram as expectativas de lucro e Ebitda ante o trimestre anterior.
“Vemos o 2T26 como mais uma temporada fraca de resultados no Brasil, com a parcela de surpresas positivas permanecendo em níveis historicamente baixos”, afirma o relatório da XP.
Em uma análise de setores, a XP aponta que, no geral, as empresas cobertas reportaram receitas líquidas 0,9% acima das nossas estimativas, enquanto a surpresa de Ebitida foi de +3,4% e a de lucro líquido, de +6,1%, em grande parte explicada por Óleo & Gás.
“No nível setorial, Bens de Capital, Propriedades Comerciais, Óleo & Gás, Varejo e Transportes apresentaram surpresas positivas nas três principais métricas, enquanto Saneamento, Utilidade Pública e Construção Civil ficaram entre os principais destaques negativos”, detalha.