Manifestantes protestam nos EUA após mortes ligadas ao ICE
Número de óbitos em fiscalizações migratórias subiu após retorno de campanha de deportações em massa do presidente Donald Trump
Manifestantes foram às ruas em Houston, Boston, São Francisco e Los Angeles na terça-feira (14), gritando palavras de ordem e segurando cartazes, enquanto expressavam indignação com mortes recentes ligadas ao ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) e com táticas agressivas de fiscalização migratória em todo o país.
Os participantes dos protestos exigiram a abolição do ICE e, embora as manifestações tenham sido realizadas em solidariedade aos imigrantes, alguns expressaram o medo de serem alvos dos agentes devido à sua etnia.
“Falo com sotaque hispânico e por causa da minha aparência. E, por isso, estou apavorada”, disse Celicia, que não informou seu sobrenome, em Houston.
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2026-07-15 08:24:27A agência ordenou a suspensão da maioria das abordagens de veículos em todo o país, após agentes terem matado a tiros dois homens — com um intervalo de seis dias entre os casos — durante abordagens de trânsito no Texas e no Maine, informaram autoridades na terça-feira.
A mudança nas táticas de prisão, que o czar da fronteira do presidente Donald Trump, Tom Homan, chamou de "pausa temporária" nas abordagens de veículos, foi implementada um dia depois que um agente do ICE matou um motorista colombiano na cidade costeira de Biddeford, no Maine, a cerca de 24 km ao sul de Portland.
Em 7 de julho, um agente do ICE em Houston atirou fatalmente em um cidadão mexicano enquanto tentava parar seu veículo.
A sequência de incidentes elevou para pelo menos sete o número de pessoas mortas a tiros durante operações de fiscalização migratória desde janeiro de 2025, quando Trump retornou ao cargo e iniciou uma campanha de deportações em massa.