O presidente da França, Emmanuel Macron, fez um pronunciamento à nação na noite deste domingo (18), após os protestos violentos que tomaram o país.
Manifestações antigovernamentais, em grande parte pacíficas, se transformaram em tumultos na noite de sábado (17), resultando em prédios públicos incendiados e na morte de um policial e de um manifestante.
Macron afirmou que todo o rigor da lei será aplicado àqueles que causaram danos ao patrimônio ou participaram dos tumultos.
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2026-10-22 14:22:32“Aqueles que saquearam terão de arcar com os prejuízos”, disse Macron. “E aqueles que tentaram derrubar a República serão responsabilizados.”
O presidente também reconheceu que o governo deve ouvir as queixas da população, informando que realizará uma reunião de emergência com prefeitos franceses na segunda (19) para discutir a segurança pública.
Pelo menos duas mortes foram registradas em decorrência dos tumultos e protestos no sábado. Um policial de 22 anos morreu após ser “atingido por um veículo de terceiros” na cidade de Nantes, a cerca de 400 quilômetros a sudoeste de Paris, informou o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez.
Um manifestante morreu ao norte de Paris após sofrer uma “parada cardiorrespiratória”, noticiou no domingo a BFMTV, emissora afiliada à CNN, citando o comando da Polícia de Paris.
A polícia deteve mais de 2.000 pessoas, disse Nuñez, acrescentando que mais de 600 policiais ficaram feridos.
Na cidade de Limoges, a prefeitura — um edifício de 143 anos — foi incendiada. Em Marselha, manifestantes mascarados e vestidos inteiramente de preto invadiram a prefeitura e depredaram o local, enquanto em Lyon, manifestantes incendiaram o posto de turismo da cidade.
Parlamentares e outras autoridades regionais intensificaram as críticas ao plano de segurança pública do governo, informou a BFMTV. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, deve se reunir com os prefeitos de Paris, Lyon e Marselha, que solicitaram um reforço maior para reparar os danos.
Neste domingo, policiais voltaram a lançar gás lacrimogêneo na emblemática Place de la République, onde dezenas de pessoas se reuniram após convocações em redes sociais para “dar continuidade ao movimento”, relatou a BFMTV.