Lula: "Sensação" de preço caro é porque "estamos comprando mais"
Ainda na última semana, presidente defendeu ideia de “dívida saudável” para fazer obras e aumento de patrimônio
Na noite deste domingo (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a sensação de que as coisas estão mais caras é porque o hábito do brasileiro mudou, porque os juros estão caros e porque "estamos comprando mais coisa". A declaração foi dada em entrevista à TV Record.
Durante a entrevista à jornalista Mariana Godoy, o mandatário assumiu que a taxa Selic está alta, mas disse que "a gente não pode aceitar mentira".
"O mundo do consumo mudou. Eu estava discutindo com a Janja antes de vir para cá para a entrevista. Hoje, uma mulher, um rapaz, está passando o dedo no celular, e vê propaganda para comprar qualquer coisa, muito barato, R$ 5, R$ 15, R$ 20, e ele vai comprando, ele não se dá conta que tem que somar aquilo e que, no fim do mês, ele gastou o que não estava previsto", disse ele.
Recomendado para você
Neno, o brasileiro de 80 anos que se tornou a pessoa com síndrome de Down mais longeva do país
Aos 80 anos, Neno é o mais longevo brasileiro com síndrome de ...
2026-08-23 22:53:43Flávio Bolsonaro reage a críticas por ausência e diz querer debates contra Lula
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, reagiu à crítica de...
2026-08-23 22:39:34Lula critica candidatos que apostam na internet para chegar à Presidência
Lula criticou candidatos ao Palácio do Planalto que usam a internet pa...
2026-08-23 22:20:08"Eu sou favorável que o povo consuma, mas o povo tem que consumir o quanto ele ganha", continuou, defendendo uma proposta de educação financeira para um eventual quarto mandato.
Na entrevista, Lula apresentou dados de seu governo e fez comparações com o anterior, de Jair Bolsonaro (PL), afirmando que "as coisas melhoraram muito no país".
"Por que a sensação está cara? Está caro porque mudou o nosso hábito, porque os juros estão caros e porque estamos comprando mais coisa, utilizando mais coisa", afirmou o presidente, sugerindo a criação de um programa de educação de economia popular.
"As pessoas têm que aprender [educação financeira], se elas cuidarem disso, a gente vive bem", continuou.
Na última semana, o presidente disse não ser contra as pessoas estarem endividadas se o objetivo for melhorar a qualidade de vida.
"Eu não sou contra as pessoas de estar endividada. Eu sou contra as pessoas estarem endividadas por uma dívida que não tem o objetivo de crescimento, da melhoria da qualidade de vida deles ou que não tenha um crescimento do patrimônio da pessoa que fez a dívida, porque a dívida para crescer o patrimônio, ela é boa, é necessária", disse o presidente, em referência a débitos de jogos de azar.
Hoje, o petista ainda mencionou uma provocação do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República. Nesta semana, Flávio apareceu em vídeo nas redes sociais oferecendo carne e refrigerante à imprensa que estava do lado de fora de um dos QGs de sua campanha, em Brasília. Na ocasião, citou uma das promessas de Lula nas campanhas eleitorais de 2022: "Bom churrasquinho para vocês. Já que o Lula não trouxe picanha, eu trouxe aqui para vocês a picanha que foi prometida e ele não entregou", disse.
"Esses dias vi que um adversário meu foi mostrar uma picanha na televisão [...] É importante que esses adversários acompanhem os dados do IPCA em vez de fazer pirotecnia e mostrar picanha."
A entrevista de Lula foi transmitida junto com o primeiro debate de presidenciáveis da Band nesta noite. O mandatário não compareceu ao evento, assim como Flávio Bolsonaro e Romeu Zema (Novo). A sabatina aconteceu com apenas três candidatos: Renan Santos (Missão), escritor Augusto Cury (Avante), e Ronaldo Caiado (PSD).