Libanês libertado descreve desgaste mental sofrido durante prisão em Israel

Hussein Ayyash, de 33 anos, foi preso há cerca de três meses, quando soldados israelenses o abordaram enquanto dirigia seu carro no sul do Líbano

Libanês libertado descreve desgaste mental sofrido durante prisão em Israel
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Um homem libanês libertado de uma prisão israelense nesta sexta-feira (4) descreveu o sofrimento psicológico que enfrentou durante o período em que esteve detido.

Hussein Ayyash, de 33 anos, contou que dirigia na cidade de Kfar Tebnit, no sul do Líbano, há quase três meses, quando soldados israelenses se aproximaram e ordenaram que ele saísse do carro.

Ele relatou ter sido vendado e algemado, passando a dormir em várias casas no sul do Líbano antes de ser transferido para Israel e mantido em confinamento solitário, por vezes por até 30 dias.

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“Depois, levam você para a prisão, para uma cela comum. Há locais chamados de ‘jaula’, onde você fica sentado. Há pessoas — cidadãos sírios, libaneses, palestinos; todas as nacionalidades, as mais diversas, estão na prisão. Você é transferido de cela em cela de tempos em tempos, a cada 40 ou 30 dias”, disse Ayyash à Reuters.

Ele afirmou ter sido questionado sobre possíveis vínculos com o Hezbollah e, ​​embora não tenha sofrido tortura física, enfrentou grande tensão psicológica.

“Você é obrigado a falar. Eles têm todas as informações. A pressão psicológica não é fácil: você está em um país que não é o seu, cercado por pessoas que não conhece e sem saber quando poderá sair”, disse ele.

As forças armadas de Israel não responderam de imediato aos questionamentos da Reuters sobre a detenção de Ayyash.

Nesta sexta-feira, autoridades israelenses libertaram quatro pessoas, incluindo Ayyash, que estavam detidas em prisões de Israel após terem sido capturadas por tropas israelenses no sul do Líbano.

Eles foram entregues às autoridades libanesas por intermédio do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, um dia após a libertação de outro libanês.

Israel informou na quinta-feira (3) que não foram encontrados vínculos entre nenhum dos cinco indivíduos e grupos militantes.

O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que os libertados nesta semana faziam parte de um “primeiro grupo”, sugerindo que mais libaneses poderiam ser libertados futuramente.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que o Líbano também transferiria para Israel os restos mortais de figuras judaicas mortas no Líbano na década de 1980, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre nomes ou prazos.

Israel ampliou sua presença militar em diversas áreas do sul do Líbano desde o início de uma nova campanha contra o Hezbollah, em março.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/libanes-libertado-descreve-desgaste-mental-sofrido-durante-prisao-em-israel/