Jaborandi transforma natureza e inovação em atrativos para o futuro Crédito: Divulgação Quem chega a Jaborandi, no interior de São Paulo, encontra o ritmo tranquilo característico das pequenas cidades. Praças, árvores e a rotina sem pressa fazem parte da paisagem de um município que, apesar do tamanho, vem desenvolvendo projetos que chamam a atenção pela inovação e pela forma como conectam preservação ambiental, turismo e desenvolvimento. A história da cidade começou por volta de 1902, às margens de um córrego na região conhecida atualmente como Prainha, próximo ao lago. O nome Jaborandi veio da primeira propriedade que surgiu no local, a Fazenda Jaborandi, e está relacionado à planta que existia em abundância na região. A espécie, que ainda pode ser encontrada em alguns pontos do município, faz parte da biodiversidade local e da identidade histórica da cidade. De acordo com especialistas apresentados no programa, a planta pode alcançar entre dois e quatro metros de altura e contribui para o equilíbrio ambiental, servindo de abrigo e fonte de alimento para diferentes espécies de animais. Mas é outra árvore que promete ganhar destaque em um novo projeto turístico. A jabuticabeira, espécie nativa do Brasil, será o centro de um parque botânico que pretende se tornar um novo atrativo para quem visita Jaborandi. O projeto prevê a construção de um espaço com o que é apresentado como o maior vaso do mundo, com nove metros de altura, onde será plantada uma jabuticabeira. A proposta é permitir que os visitantes entrem na estrutura, tenham contato com a árvore e possam colher jabuticabas, além de registrar a experiência. A iniciativa busca valorizar um elemento da natureza brasileira e, ao mesmo tempo, criar uma experiência turística para o município. Jaborandi transforma natureza e inovação em atrativos para o futuro Do sol para o desenvolvimento A natureza também está no centro de outro projeto que coloca Jaborandi em uma posição de destaque quando o assunto é inovação. A Jaborandi Power é apresentada como uma empresa pública voltada à geração e comercialização de energia fotovoltaica. A iniciativa trabalha com projetos de energia solar destinados a municípios, autarquias e governos estaduais, transformando a geração de energia limpa em uma estratégia de desenvolvimento para a própria cidade. Segundo as informações apresentadas no programa Terra da Gente, o município conta atualmente com três plantas fotovoltaicas instaladas na Escola Olimpo Junqueira de Oliveira, no Centro de Exposições Gina Henrique Brunozzi e no Hospital Doutor Amadeu Pagliuso. Juntas, elas têm produção média de 36 mil quilowatts por mês. A energia gerada também é utilizada para abastecer outros equipamentos públicos. A planta instalada na escola, por exemplo, contribui para o abastecimento de duas Unidades Básicas de Saúde. Além da economia de recursos, a iniciativa busca ampliar a autonomia energética do município e reduzir impactos ambientais, com menor emissão de carbono e menor dependência de fontes convencionais de energia. A proposta também tem um impacto econômico e social, pois a comercialização de projetos fotovoltaicos para outras instituições pode contribuir para a capacitação de mão de obra, a geração de novas oportunidades e o aumento da renda no município. Rio Pardo preserva biodiversidade e tradições Se o sol representa inovação, as águas do Rio Pardo revelam outro lado importante de Jaborandi. O rio é uma das principais riquezas naturais da cidade e abriga diferentes espécies, contribuindo para a biodiversidade e para a relação da população com o território. É nesse cenário que a pesca se transforma em uma tradição compartilhada entre gerações. A atividade reúne moradores que encontram no rio não apenas uma forma de lazer, mas também momentos de convivência e conexão com a natureza. Entre eles estão Neiva e Neide, que aprenderam e aperfeiçoaram juntas as técnicas da pescaria e hoje compartilham essa experiência com quem chega para conhecer o local. Foi também às margens do Rio Pardo que a equipe do programa viveu uma experiência de aprendizado e descontração. Em uma pescaria acompanhada pelas moradoras, a apresentadora Larissa teve a oportunidade de aprender a lançar a linha e, depois de algumas tentativas e alguns enroscos, conseguiu fisgar seu primeiro peixe. O animal foi devolvido ao rio, reforçando a relação de respeito com a natureza e encerrando a experiência de forma simbólica. Mais do que uma atividade de lazer, a pescaria mostrou como o Rio Pardo faz parte da vida dos moradores e ajuda a preservar tradições que passam de uma geração para outra. Uma cidade que olha para o futuro sem esquecer suas raízes Em Jaborandi, natureza, inovação e desenvolvimento caminham lado a lado. A planta que deu nome ao município permanece como parte da história; a jabuticabeira aparece como símbolo de um novo projeto turístico; o sol é transformado em energia e oportunidade; e o Rio Pardo continua sendo cenário de encontros, tradições e biodiversidade. Com iniciativas que valorizam os recursos naturais e buscam novas formas de desenvolvimento, Jaborandi mostra que o tamanho de uma cidade não determina a dimensão de seus projetos. Entre a tranquilidade do interior e ideias que ultrapassam as fronteiras do município, a cidade constrói uma identidade própria e aposta em um futuro em que preservar a natureza também significa criar oportunidades para quem vive ali.
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