“Concertamos Tudo” (“We Fix Everything”), primeiro filme dirigido pela atriz Isabella Santoni, 31, com roteiro de Pedro Belchior, foi selecionado para integrar a seleção oficial da 15ª edição do New York Shorts International Film Festival, uma das vitrines mais cobiçadas do cinema independente mundial, realizado entre os dias 9 e 15 de outubro.
Diretamente do Cinema Village, em Manhattan, o festival exibirá a produção no próximo dia 10, às 20h, destacando a obra em um espaço reconhecido por conectar novos talentos aos principais executivos da indústria global.
À CNN Brasil, Santoni celebrou a notícia. “Fiquei muito surpresa quando soube que o filme tinha sido selecionado. É um trabalho muito especial para mim, porque nasceu de uma ideia e eu pude acompanhar todo o processo de transformar aquilo em algo concreto”, diz.
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2026-10-22 16:10:09“Existe um desafio enorme entre imaginar um projeto, produzi-lo e conseguir executá-lo da forma que você acredita. Ver esse filme chegando a Nova York é muito simbólico”, acrescenta.
Na história, um garoto entra em uma oficina intrigado pelo letreiro e pergunta ao proprietário se ele também saberia consertar gente, dando início a uma fábula sobre pertencimento e acolhimento das diferenças. A grafia provocativa do título, escrita intencionalmente com a letra “C”, integra o próprio jogo narrativo da obra ao questionar o impulso de tentar “consertar” tudo aquilo que foge aos padrões.
Conhecida por trabalhos nas telinhas como “Malhação”, “A Lei do Amor”, “Orgulho e Paixão”, a atriz também se destacou no streaming com “Dom” e no teatro com “Cinco Júlias”, “O Cravo e a Rosa” e, mais recentemente, “Baixa Sociedade”.
Canalizando essa experiência para os bastidores, a artista fundou a produtora ARKT Films para desenvolver projetos autorais e viabilizar sua estreia na direção cinematográfica, posicionando-se como criadora, produtora e realizadora no audiovisual.
A mudança de perspectiva, no entanto, não significa um afastamento da atuação. Para ela, as duas frentes começam justamente a se alimentar.
“Estou com o meu olhar cada vez mais voltado também para a produção e para a criação, mas isso não significa colocar a atuação em segundo plano. Pelo contrário. Acho que ampliar esse olhar me permite pensar e desenvolver projetos nos quais eu tenha vontade de atuar”, conta.
“Tenho interesse em participar da construção das histórias desde o começo, pensar no que quero contar, em como contar e também em quais personagens quero interpretar”, adiciona.
A experiência de “We Fix Everything”, segundo ela, inaugura um movimento que deve ganhar novos capítulos nos próximos anos.
“É meu primeiro filme como diretora e produtora, mas certamente é o primeiro de muitos. Descobri um lugar que quero continuar explorando. Gosto muito de estar diante das câmeras, mas também tenho uma curiosidade enorme sobre tudo o que acontece por trás”, conclui.