Google estreia novo cabo submarino entre EUA e Europa
Cabos submarinos transportam mais de 95% do tráfego de dados globalmente
O Google anunciou na terça-feira (21) que conectou com sucesso um novo cabo submarino transatlântico a Sines, em Portugal. A instalação adiciona mais uma rota de dados entre os EUA e a Europa, em um momento de crescente demanda por serviços de computação em nuvem e inteligência artificial.
O projeto "Nuvem", do Google, liga Myrtle Beach, na Carolina do Sul, a Sines, ao sul de Lisboa, passando pelas Bermudas e pelos Açores.
O sistema de cabos Nuvem, que se estende por cerca de 7.000 km, inclui 16 pares de fibras com uma capacidade total projetada de cerca de 384 terabits por segundo.
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2026-07-21 15:27:35Giorgia Abeltino, diretora de assuntos governamentais e políticas públicas do Google Cloud EMEA, afirmou que o Nuvem faz parte de uma visão mais ampla para Portugal e para a Europa de investir na infraestrutura estratégica que sustenta a economia digital.
Os cabos submarinos formam a espinha dorsal da internet mundial, transportando mais de 95% do tráfego de dados global.
Dois cabos submarinos de alta capacidade já ligam Portugal a outros continentes: o cabo Equiano, pertencente ao Google, que vai até a África do Sul passando por outros países africanos, e o EllaLink, que vai de Sines até o Brasil.
O Ministro da Reforma de Estado e da Inovação, Gonçalo Matias, afirmou que a Nuvem faz parte de uma estratégia mais ampla para tornar Portugal um polo de centros de dados, inteligência artificial e inovação, reforçando simultaneamente a resiliência e a soberania digital da Europa.
"Portugal está se tornando aquilo que a geografia sempre nos convidou a ser: a porta de entrada atlântica da Europa, o ponto de encontro de três continentes: Europa, África e Américas", disse ele na cerimônia de instalação do cabo submarino.
A costa atlântica de Portugal posiciona o país como um centro privilegiado para cabos submarinos intercontinentais, ajudando a transformá-lo em um polo de atração para centros de dados baseados em inteligência artificial.
Lisboa também procura aproveitar a abundante energia renovável de baixo custo proveniente de fontes hídricas, solares e eólicas, com mais de 2,6 gigawatts de capacidade em desenvolvimento.
O projeto Start Campus de 1,2 GW em Sines é o principal empreendimento da empresa, que se beneficiará dos investimentos da Microsoft em infraestrutura de IA e deverá crescer substancialmente nos próximos anos.