Geada vira desafio para viticultores do Rio Grande do Sul

Agricultores precisaram correr contra o tempo para enfrentar a geada durante a brotação das videiras

Geada vira desafio para viticultores do Rio Grande do Sul
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Geada vira desafio para viticultores do Rio Grande do Sul

Agricultores precisaram correr contra o tempo para enfrentar a geada durante a brotação das videiras

Stêvão Limana, , São Paulo

Produtores de uvas finas no Rio Grande do Sul têm lutado contra as baixas temperaturas e a formação de geada nas regiões serranas nos últimos dias.

Como recurso, os viticultores têm acionado sistemas anti-geadas para impedir o congelamento dos brotos que ainda estão evoluindo.

O cuidado maior é com as variedades brancas, mais sensíveis às intempéries climáticas do momento. Na vinícola AlmaÚnica, no Vale dos Vinhedos, tratores trabalharam durante duas madrugadas aspergindo água em meio às videiras.

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Segundo a enóloga Denise Brandelli, uma película de água é formada ao redor do broto e, por consequência, há a formação de gelo na parte exterior dos frutos. O resultado é uma camada protetora que impede a mudança de temperatura no centro da fruta e mantém as características almejadas para o momento.

A medida precisa ser feita de forma contínua, principalmente nos momentos de menor temperatura registrada, ou seja, durante as madrugadas.

Um outro método bastante utilizado em anos anteriores era a instalação de superfícies de calor embaixo das plantas.

Os vinhedos “eram coloridos” com tochas de fogo e controladas pelos engenheiros agrônomos. No entanto, por ser uma pequena área de calor, o recurso tem caído em desuso, principalmente na França.

Em Monte Belo do Sul, a vinícola Casa Marques Pereira afirma ter utilizado pela segunda vez o seu sistema de aspersão automatizado. Instalado em 2024, os vinhedos também foram atingidos pela geada, já que estão em uma altitude de cerca de 560.

Para o vinhateiro e empresário Felipe Marques Pereira, os aspersores fazem uma “névoa de água com gotículas bem finas. Aí, quando essas gotículas chegam na gema, formam algo similar a um ‘iglu’ que protege a gema das videiras de queimar”.

A vinícola é conhecida por produzir cepas não muito comuns no terroir brasileiro, como Nebbiolo, Marzemino e Alvarinho, por isso, o cuidado se torna essencial para o ciclo vegetativo e fenólico estar perfeito no momento da vindima, no próximo verão.



Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/geada-vira-desafio-para-viticultores-do-rio-grande-do-sul/