Quase dois anos após encerrar sua trajetória no clube, o Flamengo ainda “mexe” com Gabriel Barbosa, o Gabigol. Em entrevista, o atacante abriu o jogo sobre a negociação frustrada pela renovação de contrato com a diretoria rubro-negra e revelou o forte desejo de retornar à Gávea no futuro.
Ídolo da torcida, o ex-camisa 9 conquistou 13 títulos pelo Flamengo entre 2019 e 2024. Gabigol afirma que a extensão do vínculo até 2028 foi acertada verbalmente entre 2023 e 2024, com o então vice-presidente Marcos Braz e o diretor de futebol Bruno Spindel, mas a assinatura nunca aconteceu.
“Em 2023, começaram as conversas de renovação. Lembro que foi em um jogo contra o Corinthians, em Itaquera, tinha mais um ano. Não esperava que me chamassem, não ficava pensando”, contou Gabigol.
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2026-09-02 14:37:00“Conversamos, a negociação se arrastou bastante e no final de 2023, no começo de 2024, as coisas se acertaram. Apertaram minha mão, me deram parabéns, Marcos Braz e Bruno Spindel, ia completar 10 anos de Flamengo. Eram mais quatro ou cinco anos”, detalhou o jogador. Ele chegou a fazer um vídeo com a camisa de 2028 e comprou casa no Rio de Janeiro, convicto de que ficaria. “Estou esperando até hoje assinarem os papéis”, desabafou.
Apesar do acordo verbal, o contrato nunca foi assinado, e Gabigol deixou o Flamengo ao fim de 2024. Em 2025, ele acertou com o Cruzeiro e, em 2026, foi emprestado ao Santos, clube que o revelou. Sua expectativa é retornar a Belo Horizonte na próxima temporada, conforme o vínculo atual.
O desejo de retorno ao Flamengo
Mesmo demonstrando confiança no projeto do Cruzeiro, Gabigol não esconde a vontade de, um dia, voltar a vestir a camisa rubro-negra. “Tenho vontade. É difícil, o futebol é muito louco, não sei como vai fazer, mas tenho vontade. O Flamengo mexe comigo, é muito tempo, muita história”, afirmou.
O jogador revelou sentir-se desconfortável ao enfrentar seu ex-clube. “Foi muita coisa, títulos, torcida, eu joguei mais lá do que aqui. É difícil jogar contra, não me sinto à vontade indo para o Maracanã jogar contra. Quando começa o jogo, quero ganhar, mas a chegada, o caminho…”, explicou, minimizando as vaias que recebe como “coisa de jogo”.
Detalhes da negociação frustrada
Gabigol detalhou como a negociação se desdobrou. “Ficou nisso até dezembro (para entrar no último ano), aí falei com o Junior (meu empresário). Se estava tudo certo, não me importei. Vai passar o ano, vamos conversar de novo e vai acontecer”, relatou sobre 2024.
No final daquele ano, com rumores sobre sua saída para o Corinthians, Gabigol ligou para Marcos Braz. “Começou a sair um monte de matéria, que ia para o Corinthians, um monte de coisa, eu peguei o telefone e liguei para o Marcos Braz para saber o que está acontecendo”, disse. A chegada de Tite ao Flamengo e a ausência do contrato fizeram com que o jogador começasse a considerar outras propostas.
“Falei para todos times que eu ia esperar o Flamengo até o final, que sempre quis ficar no Flamengo, e nunca teve proposta de um ano”, garantiu. Ele corrigiu informações sobre o tempo de contrato oferecido: “Na verdade, o Flamengo me ofereceu cinco anos, eu aceitei e depois não teve uma nova conversa. Não teve isso, é mentira, não teve esse papo.”
O adeus e o sentimento pela torcida
Após a negociação, o lateral Filipe Luís, então jogador do Flamengo, teria conversado com Gabigol, incentivando-o a voltar a jogar. “Voltei a jogar, fui bem, e chega a final da Copa do Brasil, que fiz dois gols do Maracanã, eu pensei que ia renovar”, lembrou. No entanto, a renovação não veio. “Eu achava que ia ficar, mas não teve. Achei que o Flamengo esperou eu tomar uma decisão. Eu fiz o certo, quem estava na negociação sabe de tudo. Tenho as conversas, os vídeos”, defendeu-se.
Gabigol enfatiza que sua ligação sempre foi com a torcida. “Além de tudo, eu sempre joguei para torcida, não para o diretor. O Flamengo é a torcida, não é quem está lá. A torcida se identificou, amo aquela porra”, declarou. Ele reitera que queria permanecer no clube: “todos sabem que eu queria ficar, não tem motivo para eu inventar nada.”
Para o atacante, Flamengo e Santos são os clubes mais especiais de sua carreira. “É o time que mais me identifiquei junto com o Santos, que mais joguei, são os dois times totalmente especiais. Saí com título, tive minha despedida, foi algo que pedi muito, teve o jogo, saí campeão, está tudo bem”, concluiu.
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