Funcionários do BRB (Banco de Brasília) demonstram crescente preocupação com a possibilidade de o banco não chegar a um acordo com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos). A apuração é da analista de Política da CNN Larissa Rodrigues ao CNN 360°.
O banco distrital tenta viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões, enquanto as negociações seguem nos bastidores e uma segunda audiência de conciliação é realizada STF (Supremo Tribunal Federal)
Segundo apuração de Larissa Rodrigues, a reunião no STF é a segunda convocada pela Corte após o próprio BRB recorrer ao tribunal em busca de apoio nas negociações. Estão presentes na audiência representantes da União, incluindo o ministro da Fazenda, além de integrantes do governo do Distrito Federal e o presidente do BRB.
Recomendado para você
Talibã prende dois funcionários de missão política da ONU no Afeganistão
Agora no g1 O Talibã, que governa o Afeganistão, deteve dois f...
2026-08-13 18:33:45Empréstimo do BRB: após reunião tensa no STF, governo do DF e órgãos federais decidem manter negociação de R$ 6,6 bilhões
Governadora do Distrito Federal, Celina Leão, em audiência de ...
2026-08-13 17:08:46Empréstimo do BRB: após reunião tensa no STF, governo do DF e órgãos federais decidem manter negociação
Governadora do Distrito Federal, Celina Leão, em audiência de ...
2026-08-13 17:08:46“O que eu senti nos últimos dias foi um aumento do temor, da dúvida e até questionamentos dos funcionários do Banco de Brasília se será possível, com essa tentativa de ajuda do Supremo, que esse empréstimo saia e o banco consiga continuar caminhando com as suas próprias pernas”, relatou Larissa Rodrigues.
FGC cobra documentos e balanço financeiro do BRB
O próprio Fundo Garantidor de Créditos apontou, em ofício, que o BRB não encaminhou todos os documentos necessários para a análise do pedido de empréstimo. Além disso, a instituição cobrou a divulgação do balanço financeiro do banco — documento que não é publicado há mais de um ano.
Diante desse cenário, fontes ouvidas por Larissa Rodrigues indicam que há expectativa de que, durante a audiência, seja determinado que a União entre como avalista do empréstimo junto ao FGC.
Na primeira reunião de conciliação, ficou definido que bancos públicos, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, além de instituições privadas, seriam os garantidores do pagamento.
Funcionários convocam manifestação em frente ao STF
Paralelamente às negociações, funcionários concursados e terceirizados do BRB foram convocados, por meio das redes sociais, a realizar uma manifestação em frente ao STF, com o objetivo de, nas palavras de fontes consultadas pela jornalista, “sensibilizar os responsáveis”.
Há ainda um entendimento, segundo Larissa Rodrigues, de que a União não é obrigada a arcar com eventuais prejuízos do banco distrital — instituição que se encontra nessa situação após adquirir pelo menos R$ 12 bilhões em carteiras do Banco Master, operação que resultou na liquidação daquela instituição.