O BC (Banco Central) alertou sobre a “crescente sofisticação” de mecanismos para fraudes financeiras associadas a incidentes cibernéticos, segundo a ata da 66ª reunião do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), divulgada nesta quarta-feira (2).
De acordo com a autoridade monetária, “ativos virtuais foram utilizados como principal instrumento de escoamento dos recursos oriundos dessas fraudes”.
Ao avaliar os incidentes cibernéticos relevantes ocorridos no SFN (Sistema Financeiro Nacional) ao longo do ano, o órgão destacou a tecnologia e a complexidade dos mecanismos utilizados por criminosos para a movimentação e ocultação de recursos ilícitos.
Recomendado para você
Ar-condicionado pode deixar o ar mais seco? Entenda por que a umidade importa para o conforto
Manter a umidade equilibrada é parte importante do conforto em...
2026-09-02 14:59:22Justiça condena pessoa no Pará por venda de vídeos na internet com tortura e morte de animais
PF identifica rede internacional envolvida em tortura e morte ...
2026-09-02 14:26:02Deltan Dallagnol garante estar elegível e diz que motivo da cassação nas últimas eleições 'não se sustenta mais'
Meio-Dia Paraná entrevista Deltan Dallagnol (Novo) O candidato...
2026-09-02 14:14:59De acordo com a análise técnica do comitê, as fraudes financeiras estão diretamente associadas a esses episódios de invasões e quebras de segurança.
Nos casos investigados e mapeados pelo Banco Central em 2026, os ativos virtuais (criptomoedas) foram utilizados como o principal instrumento para o escoamento dos recursos financeiros obtidos de forma criminosa.
Sinal de alerta no BaaS e em recebíveis
O Comef também examinou incidentes recentes registrados no ecossistema de recebíveis de arranjos de pagamento, além de mapear os riscos operacionais atrelados ao ecossistema de Baas (Banking as a Service), modelo em que marcas e fintechs utilizam a infraestrutura de terceiros para oferecer serviços bancários.
Diante das fragilidades e brechas de segurança observadas nesses ambientes, o comitê cobrou uma postura mais rígida dos participantes do setor.
O Banco Central ressaltou a responsabilidade direta dos agentes integrantes desses ecossistemas em mitigar os riscos de forma tempestiva. Para isso, as empresas devem reforçar seus mecanismos de governança e controles internos, gestão de riscos e segurança operacional e prevenção ativa a fraudes.