As autoridades francesas abriram uma investigação para apurar as declarações racistas feitas pela senadora paraguaia Celeste Amarilla sobre o craque da selação da França, Kylian Mbappé. A informação foi divulgada pelo Ministério Público de Paris nesta terça-feira (7).
Após uma denúncia apresentada nesta terça pela Federação Francesa de Futebol (FFF), o MP de Paris "abriu imediatamente uma investigação" por "difamação pública agravada" com base na "origem, etnia, nacionalidade, raça ou religião da vítima, real ou presumida", disse o MP à AFP.
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2026-07-08 15:21:11O presidente da FFF, Philippe Diallo, já havia dito que denunciaria as declarações de Amarilla após a França derrotar o Paraguai nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Senadora é acusada de racismo
Horas depois da seleção paraguaia ser eliminada, a senadora Celeste Amarilla publicou uma série de ataques a Mbappé na rede social X. Nas postagens, ela fez comentários sobre a aparência, a origem e a identidade do jogador, utilizando termos considerados racistas e xenófobos.
"Camaronês colonizado, bancando o durão e fingindo ser francês, ressentido, novo-rico, prepotente e feio" disse, no tuíte. A senadora disse ainda que Mbappé que a coisa mais instruída que o atacante ouviu foram chimpanzés.
As declarações provocaram forte reação na França. A ministra dos Esportes francesa classificou as publicações como "abjetas" e "racistas", enquanto a Federação Francesa de Futebol informou que pretendia acionar o MP francês.
“As declarações racistas da Senadora paraguaia Celeste Amarilla contra Kylian Mbappé são totalmente repugnantes e inaceitáveis. Como se pode proferir um discurso desses? Essas declarações são criminosas e condenáveis. Elas devem ser processadas aqui como em qualquer outro lugar. A FFF está procedendo a uma denúncia ao Ministério Público para fins de persecução judicial”, disse a entidade em nota.
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Na segunda-feira (6), Mbappé respondeu diretamente à senadora. O capitão afirmou que Celeste Amarilla era "uma mulher desprezível e indigna do cargo" que ocupa e disse que ela não representava o Paraguai que, segundo ele, demonstrou "paixão e honra" durante a Copa do Mundo.
O atacante também afirmou que o comportamento da parlamentar havia ofuscado a campanha histórica da seleção paraguaia e declarou que não permitiria que pessoas espalhassem "ódio e racismo" sem reação. A manifestação recebeu apoio de autoridades francesas e de diversos atletas nas redes sociais.