Fones prejudicam audição? Dr. Kalil conversa com fonoaudióloga sobre riscos
Especialista explica ao CNN Sinais Vitais os riscos do uso inadequado de fones de ouvido e como a regra 60x60 da OMS pode proteger a audição
O uso frequente de fones de ouvido, especialmente entre jovens, tem gerado preocupação crescente entre especialistas da área da saúde auditiva.
No CNN Sinais Vitais deste sábado (25), às 19h30, a fonoaudióloga e coordenadora do Centro de Otorrinolaringologia do Hospital Sírio-Libanês, Paula Junqueira, explicou os riscos do uso inadequado desses dispositivos e como é possível se proteger de forma simples e eficaz.
"O uso do fone de ouvido preocupa quando ele é usado de forma incorreta", afirmou Junqueira. Segundo ela, quando utilizados por longos períodos e em volume muito alto, os fones causam danos significativos às células responsáveis por receber o som no ouvido.
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2026-07-25 18:10:45Para orientar o uso seguro, a fonoaudióloga destacou a chamada regra 60x60, preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com essa diretriz, o fone de ouvido pode ser utilizado com segurança por até 60 minutos, desde que o volume não ultrapasse 60% da capacidade máxima do aparelho.
"Nessa intensidade, por uma hora, você não corre risco algum de ter qualquer lesão na célula que é responsável por receber esse som", explicou a especialista.
Para facilitar a compreensão do volume adequado, Junqueira explicou que 60% corresponde aproximadamente à metade da barra de volume do dispositivo, com um pequeno avanço além do centro.
Outro sinal de alerta prático também foi mencionado pela especialista: "Se uma pessoa a um metro de distância está te chamando e você, com fone de ouvido, não consegue ouvir, é um sinal de que ele está muito alto, você não consegue nem perceber o que está sendo falado", afirmou a fonoaudióloga.
Riscos vão além dos fones de ouvido
Junqueira alertou que qualquer pessoa exposta regularmente a ruídos acima de 85 decibéis, seja no trabalho, no lazer ou na vida social, está sujeita a perdas auditivas. "A gente fala, conversa em 60 dB, mais ou menos", contextualizou.
Em ambientes de trabalho com ruídos elevados, o uso de proteção auditiva é previsto em lei, mas os especialistas enfatizaram a necessidade de conscientização para que as pessoas realmente adotem esse hábito.
Junqueira reforçou que o fone de ouvido se tornou um instrumento tanto de trabalho quanto de lazer para pessoas de todas as idades, e não apenas para jovens. Por isso, o cuidado com o tempo de uso e a intensidade do volume é fundamental para preservar a saúde auditiva a longo prazo.